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	<title>Sal Terrae</title>
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	<description>Catolicismo sem firulas</description>
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		<title>A AUDIÊNCIA PARTICULAR COM S. PIO X, Monsenhor Francisco Bastos</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 19:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Monsenhor Francisco bastos; igreja da Consolação; São Paulo Futebol Clube]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrava-me em Roma fazia mais de dois anos, sem ter tido a ventura de ver de perto a impressionante figura de Pio x, cuja fama de santidade se ia espalhando graças aos muitos milagres que lhe eram atribuídos .
Vira-o, é verdade, porém, de longe, quando do alto da janela do &#8220;Cortile San Damaso&#8221; ou quando, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrava-me em Roma fazia mais de dois anos, sem ter tido a ventura de ver de perto a impressionante figura de Pio x, cuja fama de santidade se ia espalhando graças aos muitos milagres que lhe eram atribuídos .</p>
<p>Vira-o, é verdade, porém, de longe, quando do alto da janela do &#8220;Cortile San Damaso&#8221; ou quando, levado na &#8220;Sedia Gestatoria&#8221;, entrava na Basílica de São Pedro a distribuir bênçãos às multidões que o aclamavam. Nessas ocasiões, fazia um gesto para impor silêncio aos mais exaltados, que gritavam: &#8220;Evviva il papa Re&#8221;.</p>
<p>Em junho de 1914, porém, iria eu ter a auspiciosa oportunidade de ser recebido por Pio X, em audiência particular.</p>
<p>Dom Duarte Leopoldo e Silva, meu arcebispo, e Dom Alberto José Gonçalves, Bispo de Ribeirão Preto, tinham vindo a Roma em visita &#8220;ad limina&#8221;. Ambos seriam recebidos pelo Papa, em dias diferentes. Como Dom Alberto não houvesse trazido consigo um secretário, fui eu designado para acompanhá-lo.</p>
<p>No dia e hora aprazados, estávamos na ante-sala do gabinete particular do Papa. Nem bem havíamos chegado, já se apresentava Mons. Samper, camareiro-secreto de Pio X, para, dirigindo-se a Dom Alberto, dizer-lhe:</p>
<p>- V. Exa. Revma. pode entrar, e o senhor, &#8211; apontando para mim &#8211; espera aqui.</p>
<p>Vinte minutos depois, o mesmo Mons. Samper surgia para me avisar:</p>
<p>- O Santo Padre deseja vê-lo. Ao entrar na sala &#8211; continuou -, o senhor faz uma genuflexão no limiar, outra no meio e a terceira perto do Papa, e não lhe beije os pés, porque Sua Santidade não o permite.</p>
<p>Fui presa de intensa emoção porque, enquanto ficara esperando, lera, nos jornais do dia, um grande milagre que Pio X fizera ainda na véspera.</p>
<p>Era costume serem recebidos, na semana da Páscoa, a fim de obterem do Papa a bênção nupcial, os membros da nobreza romana que se haviam casado durante a Quaresma.</p>
<p>Na véspera, um casal de príncipes conseguira uma audiência particular. Atacado de reumatismo gotoso, Pio X &#8211; que não podia permanecer muito tempo de pé &#8211; atendia, muitas vezes, sentado numa poltrona.</p>
<p>Ao entrar na sala, em que se achavam os príncipes, o Papa notou que a esposa, tendo uma criança nos braços, chorava copiosamente. Ordena que ambos se sentem lado a lado dele. E, dirigindo à princesa, pergunta</p>
<p>- Por que chora, minha filha?</p>
<p>- Santo Padre, responde ela, há dois anos estivemos aqui para receber a bênção nupcial, e esta minha filha, que é o primeiro fruto do nosso matrimônio, está atacada de paralisia infantil&#8230; E as lágrimas se lhe deslizavam pelas faces.</p>
<p>- Deixe-me vê-la, pede o Papa. A mãe trêmula de emoção, entrega-lhe a filha. Pio X põe-na de pé sobre seus joelhos, por alguns instantes e, restituindo-a à mãe, diz</p>
<p>- A senhora está enganada. Sua filhinha não sofre de nada &#8230; Experimente faze-la andar e verá &#8230;</p>
<p>Com espanto e alvoroço de alegria, os pais viram a filha caminhar normalmente. Estava de todo curada!</p>
<p>Sob essa forte impressão é que entrei na sala. Ao contemplar Pio X, reclinado sobre uma escrivaninha americana, todo de branco, com seus dois olhos grandes, cheios de um misto de doçura e de melancolia, voltados para mim, como que a querer esquadrinhar-me a alma, caí de joelhos, como se estivesse diante de uma aparição.</p>
<p>Vendo que não me levantava do lugar &#8211; porque se me esvaíram as forças &#8211; Pio X, num gesto largo, com a palma da mão virada para cima, ordena-me em italiano</p>
<p>- &#8220;Alzatevi&#8221;.</p>
<p>Reunindo todas as minhas energias, levantei-me, cambaleando, para ir cair de joelhos a seus pés.<br />
Observando a minha grande comoção, procura o Papa tranqüilizar-me, brincando comigo como se eu fosse uma criança.</p>
<p>- &#8220;Parlate italiano?&#8221;</p>
<p>- Si, Santo Padre.</p>
<p>- &#8220;Siete italiano&#8221;?</p>
<p>- No. . . Ia completar a frase, quando ele me interrompe, enumerando uma após outra estas nacionalidades.</p>
<p>- &#8220;Francese, spagnolo, tedesco, inglese?&#8221;</p>
<p>Diante dos meus sucessivos &#8220;no&#8221;, exclama:</p>
<p>- Allora cosa siete?</p>
<p>- &#8220;Sono brasiliano, Santo Padre&#8221;.</p>
<p>- &#8220;Brasiliano! &#8230; Ma Come&#8230; Se non siete nero!&#8221;</p>
<p>A admiração do Papa, ao ver um brasileiro de pele clara, de cabelos castanho-escuros, explicava-se pela impressão que, dias antes, lhe causara uma peregrinação, chefiada por Dom Silvério Gomes Pimenta &#8211; o piedoso Arcebispo de Mariana, também ele com fama de santo &#8211; que era de pele escura, acompanhado de vários monsenhores e de senhoras de cor.</p>
<p>- &#8220;Allora, brasiliano bianco &#8230; Cosa studiate?&#8221;</p>
<p>Era costume chamar de filósofos os estudantes de filosofia e de teólogos os que estudavam teologia. Por isso, com a maior naturalidade, respondi</p>
<p>- &#8220;Sono filosofo, Santo Padre&#8221;.</p>
<p>- &#8220;I miei rispetti&#8221; &#8211; disse sorrindo e, tirando o barrete e a olhar para Dom Alberto que a tudo assistia admirado, acrescenta:</p>
<p>- &#8220;Siamo dinanzi a un altro Aristotele, un altro San Tommaso d&#8217;Aquino!&#8221;</p>
<p>- &#8220;Voglio dire che sono studente di filosofia emendei-me confuso.</p>
<p>- &#8220;Ma, si &#8230; Ho capito &#8230; il Papa sta scherzando &#8230; Cosa desiderate?&#8221; &#8211; pergunta-me.</p>
<p>Além de uma porção de terços para serem bentos, trazia escondida uma bênção papal para a qual pretendia obter um autógrafo de Pio X, a fim de oferecê-la à minha professora, Dona Sinhazinha, que, naquele ano, festejava seu jubileu de prata de professorado.</p>
<p>Ao saber que fora ela que despertara em mim a vocação para o sacerdócio, não hesitou uni instante: tomou a caneta e escreveu:</p>
<p>Pius Papa X.</p>
<p>- &#8220;C&#8217;é altro da desiderare?&#8221; &#8211; pergunta ainda.</p>
<p>Na semana seguinte devia eu prestar exames de Filosofia na Gregoriana. Os examinadores estavam sendo rigorosos, distribuindo reprovações em penca e asseveravam que o faziam por ordem de Sua Santidade, disse eu ao Papa.</p>
<p>- &#8220;Si, è vero&#8221; &#8211; respondeu-me.</p>
<p>Disse-lhe, então que, na próxima semana, iria prestar exames e temia pela minha sorte. Queria, pois pedir-lhe uma bênção, mas, a frase em italiano, de que me servi para consegui-la, revelou, sem eu querer, a minha íntima presunção.</p>
<p>- &#8220;Santo Padre, voglio una benedizione per riuscire bene ín tutti i miei esami! . . . &#8221;</p>
<p>Era como pedir uma bênção, não para passar nos exames e sim, para fazê-lo com grande brilho.</p>
<p>Por isso, quando o Papa &#8211; que vinha brincando comigo &#8211; se concentrou por alguns segundos, preparei-me para ouvir com toda a humildade um sermão sobre os efeitos perniciosos do orgulho. Pio X, porém, não levando em conta a desastrada forma de me expressar, pronunciou esta impressionante frase, que nunca mais pude esquecer:</p>
<p>- &#8220;Non voglio favorire la pigrizia, purchè studiate benediró tutti i vostri esami&#8221;.</p>
<p>Tirando o barrete da cabeça, deu-me a bênção trina do Pontifical. Colocando, depois, as mãos sobre a minha cabeça, com os olhos voltados para o céu, perguntou-me</p>
<p>- &#8220;Siete soddisfatto?&#8221;</p>
<p>Os maravilhosos efeitos dessa bênção iriam manifestar-se em todos os exames que, nos cinco anos seguintes, prestaria eu na Gregoriana.</p>
<p>Foi, contudo, na defesa de tese para a obtenção da láurea em Teologia que, mais extraordinariamente, senti a presença da bênção daquele que, cinco anos atrás, havia falecido.</p>
<p>Sentado diante dos meus examinadores, tendo sobre a mesa, que nos separava, a Patrística, numa edição de 10 volumes, e mais o Antigo e Novo Testamento e o Encheridion, durante vinte minutos, dissertei sobre o ponto sorteado, sendo em seguida argüído pelos examinadores.</p>
<p>Como o ponto, que a sorte me indicara, fora o do Primado do Pontífice Romano, um dos examinadores, contestando a minha argumentação, afirmou:</p>
<p>- A Igreja Oriental jamais admitiu esse Primado que o sr. acaba de conferir à Igreja de Roma.</p>
<p>- A Prima Clementis, repliquei &#8211; cuja análise foi objeto de minha exposição sobre o Primado do Bispo de Roma &#8211; é a prova mais convincente de que já, no século I, o Oriente como o Ocidente reconheciam em Roma o Primado de jurisdição. Se não como explicar a intervenção de Roma na Igreja de Corinto para repor em suas funções os membros do presbitério dePostos por uma sedição, sendo ela obedecida sem contestação alguma? Nesse episódio, o que torna ainda mais patente a supremacia de Roma é o fato de, estando ainda vivo o apóstolo João, em Éfeso, não ter este intervindo, quando seria tão natural que o fizesse na sua qualidade de apóstolo, sendo maior a relação entre Éfeso e Corinto do que entre Roma e Corinto.</p>
<p>Poderia, igualmente, citar a Carta de Inácio de Antioquia à Igreja de Roma, na qual diz textualmente ser a que &#8220;preside no lugar da região dos romanos&#8221;. Muitos outros Padres da Igreja Oriental poderiam ser lembrados, notoriamente Efrém, o que, com mais eloqüência, falou sobre o Primado do Bispo de Roma.</p>
<p>Com um sorriso de desafio, o examinador aponta-me para a Patrística e declara:</p>
<p>- Duvido que encontre na Patrística esse seu aludido testemunho de Efrém.</p>
<p>A Patrística, em que eu havia estudado era a de uma edição de cinco volumes. A que estava diante de meus olhos espraiava-se em 10 volumes, deitados de três em três. Não me seria possível descobrir imediatamente em que volume dessa edição poderia eu encontrar o citado testemunho.</p>
<p>Olho para os três volumes, que estavam bem na minha frente e invoquei a proteção de Pio X:</p>
<p>- Meu bom Pio X, o Senhor sabe que eu estudei. Mas, não na edição desta Patrística. Fiz a minha parte. Agora toca a sua vez.</p>
<p>Tomo o volume que estava entre os dois e abro-o na metade. Um calafrio de pavor percorre-me toda a espinha dorsal&#8230; Lá estava no alto da página: &#8220;Discurso de Santo Efrém sobre a Soberania do Pontífice Romano!. .. &#8221;</p>
<p><strong>Fonte: Reminiscências de um Pároco da Cidade<br />
Monsenhor Francisco Bastos<br />
Arquidiocese de S. Paulo<br />
(1892-1984)</strong></p>
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		<title>Ao leitor</title>
		<link>http://salterrae.org/2009/11/25/ao-leitor/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 12:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por absoluta falta de tempo, caro(a) leitor (a), o Sal Terrae será atualizado somente em janeiro, ou, se Deus quiser, por ocasião do Natal.
As palavras têm espessura; uma integral tripla é pura transparência. 
Então, até breve!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por absoluta falta de tempo, caro(a) leitor (a), o Sal Terrae será atualizado somente em janeiro, ou, se Deus quiser, por ocasião do Natal.</p>
<p>As palavras têm espessura; uma integral tripla é pura transparência. </p>
<p>Então, até breve!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Filhas prediletas</title>
		<link>http://salterrae.org/2009/10/20/filhas-prediletas/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Omayr Jose de Moraes Junior]]></category>

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		<description><![CDATA[A soberba tem predileção por três de suas filhas: ambição, vanglória e presunção. 
Ambição busca a excelência nas honras; vanglória, na fama; presunção, nas obras. Esta última manifesta-se quando alguém confia tanto em si mesmo que considera possível o que excede suas forças. De fato, “a presunção procede claramente da vanglória, pois quando alguém deseja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A soberba tem predileção por três de suas filhas: ambição, vanglória e presunção. </p>
<p>Ambição busca a excelência nas honras; vanglória, na fama; presunção, nas obras. Esta última manifesta-se quando alguém confia tanto em si mesmo que considera possível o que excede suas forças. De fato, “a presunção procede claramente da vanglória, pois quando alguém deseja muita glória para si, considera possível o que supera suas forças” (II-II, q.21, a.4 c). </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eton College não o salvou (nem poderia).</title>
		<link>http://salterrae.org/2009/10/18/eton-college-nao-o-salvou-nem-poderia/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 20:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Omayr Jose de Moraes Junior]]></category>

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		<description><![CDATA[
O MÉTODO DO DR. KEATE
Em 1809, o rei George III da Inglaterra pôs à testa do aristocrático colégio de Eton o Dr. Keate, homenzinho terrível, que considerava a sova de pau uma estação necessária no caminho de toda perfeição moral e que terminava os seus sermões dizendo: &#8220;Sejam caridosos, boys, do contrário meto-lhes o cacete [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><strong><em>O MÉTODO DO DR. KEATE</p>
<p>Em 1809, o rei George III da Inglaterra pôs à testa do aristocrático colégio de Eton o Dr. Keate, homenzinho terrível, que considerava a sova de pau uma estação necessária no caminho de toda perfeição moral e que terminava os seus sermões dizendo: &#8220;Sejam caridosos, boys, do contrário meto-lhes o cacete até vocês o ficarem.&#8221;</p>
<p>Os gentlemen e os ricos negociantes cujos filhos eram por ele educados viam sem desprazer essa piedosa ferocidade e tinham por singularmente estimável um homem que surrara quase todos os primeiros-ministros, bispos e generais do país.</p>
<p>Naquele tempo, toda disciplina severa era aprovada pela elite. A Revolução francesa acabava de mostrar os perigos do liberalismo quando ele infecta as classes dirigentes. A Inglaterra oficial, alma da Santa Aliança, acreditava combater em Napoleão a filosofia coroada. Exigia de suas escolas públicas uma geração ajuizadamente hipócrita.</p>
<p>Para domar o possível ardor dos jovens aristocratas de Eton, uma prudente frivolidade organizava-lhes os estudos. Ao cabo de cinco anos, um aluno lera duas vezes o seu Homero, quase todo o Virgílio, Horácio expurgado, e podia compor em latim epigramas sofríveis sobre Wellington ou Nelson. O gosto das citações estava por essa época tão desenvolvido entre os rapazes desta classe que de uma feita, no Parlamento, tendo Pitt interrompido em meio um verso da Eneida, toda a Câmara, Whigs e Tories, levantou-se e terminou o verso. Belo exemplo de cultura homogênea. As ciências eram facultativas, portanto descuradas; a dança, obrigatória. Quanto à religião, Keate julgava criminoso pô-la em dúvida, inútil falar sobre ela. O doutor temia o misticismo muito mais do que a indiferença. </p>
<p>(&#8230;) </p>
<p>Costumes assaz bárbaros regulavam as relações dos alunos entre si. Os &#8220;pequenos&#8221; eram os fags, ou escravos dos &#8220;grandes&#8221;. Cada fag fazia a cama do seu suserano, bombeava a água para ele de manhã, escovava-lhe as roupas e os sapatos. Toda desobediência era punida com suplícios convenientes. Escrevia um menino aos pais, não para se queixar, mas para contar o seu dia: &#8220;Rolls, de quem sou fag, pôs as esporas e queria fazer-me saltar um fosso largo demais. A cada esquiva, esporeava-me. Naturalmente tenho a coxa em sangue, os meus &#8220;Poetas Gregos&#8221; estão reduzidos a uma papa, e a minha roupa nova ficou toda rasgada.&#8221;</p>
<p>O boxe era tido em grande apreço. Tão violento foi um desses combates que um menino caiu morto no assoalho. Keate veio ver o cadáver e disse: &#8220;É lastimável, mas faço questão antes de tudo que os alunos de Eton estejam preparados para responder a um golpe com outro.&#8221;</p>
<p>O objetivo profundo e oculto do sistema era formar caracteres duros vazados num molde único. A independência das ações era grande; mas a originalidade do pensamento, da linguagem ou do modo de vestir, o crime mais detestado. Um interesse um pouco vivo por estudos ou idéias passava por afetação insuportável, que cumpria corrigir pela força.</p>
<p>Tal qual era, essa vida estava longe de desagradar à maioria dos rapazes ingleses. O orgulho de participar na manutenção das tradições de uma escola tão antiga, fundada por um rei e em todos os tempos vizinha e protegida dos reis, compensava-os bem dos seus sofrimentos. Só algumas almas sensíveis sofriam por muito tempo. </em></strong></p>
<p>“Ariel ou a Vida de Shelley”<br />
André Maurois<br />
(Trad. Manuel Bandeira)</p>
<p>Eton College não salvou Shelley das idiotices do Iluminismo. Afogou-se em vícios e, depois, no mar.</p>
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		<title>The guarantor of obedience</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 18:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Omayr Jose de Moraes Junior]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;After the Second Vatican Council, the impression arose that the Pope really could do anything in liturgical matters, especially if he were acting on the mandate of an Ecumenical Council. Eventually, the idea of the givenness of the liturgy, the fact that one cannot do with it what one will, faded from the public consciousness [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>
&#8220;After the Second Vatican Council, the impression arose that the Pope really could do anything in liturgical matters, especially if he were acting on the mandate of an Ecumenical Council. Eventually, the idea of the givenness of the liturgy, the fact that one cannot do with it what one will, faded from the public consciousness of the West. In fact, the First Vatican Council had in no way defined the Pope as an absolute monarch. On the contrary, it presented him as the guarantor of obedience to the revealed Word. The Pope&#8217;s authority is bound to the Tradition of faith&#8230;&#8221;
</p></blockquote>
<p>Cardinal Joseph Ratzinger<br />
<em>The Spirit of the Liturgy</em>, 2000 </p>
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		<title>Suma de Teologia I-II, q. 97, a.2 c</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 14:56:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deve dizer-se que, como se disse (art. prec), a lei humana é corretamente mudada na medida em que por sua mudança se provê à utilidade comum. Contudo, a mudança da lei constitui em si mesma certo prejuízo das salvaguardas comuns. Isto porque para a observância da lei em muito contribui o costume e de tal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deve dizer-se que, como se disse (art. prec), a lei humana é corretamente mudada na medida em que por sua mudança se provê à utilidade comum. Contudo, a mudança da lei constitui em si mesma certo prejuízo das salvaguardas comuns. Isto porque para a observância da lei em muito contribui o costume e de tal maneira que o que se faz contra o costume comum, por mais leve, pareça ser mais pesado. Daí seguir-se que, quando se muda a lei, diminui o vigor coercitivo da mesma, na medida em que é abolido o costume. Eis por que nunca se deve mudar a lei humana a não ser quando, de um lado, se favorece tanto a salvaguarda comum, quanto de outro lado se derroga, o que ocorre, ou porque alguma utilidade máxima e evidentíssima provém do novo estatuto, ou porque é máxima a necessidade, seja por conter a lei costumeira manifesta iniqüidade, seja por sua observância ser sobremodo nociva. Donde dizer o Jurisconsulto que &#8220;nas coisas novas a ser constituídas, deve ser evidente a utilidade, para que se abandone aquele direito que por muito tempo foi considerado de acordo com a eqüidade&#8221; (Digesto, L. t. 4, lg. 2, KR I, 35a).</p>
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		<title>Pio XI e os cristeros</title>
		<link>http://salterrae.org/2009/10/14/pio-xi-e-os-cristeros/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 13:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[pio xi, cristeros, peseguição à igreja, maçonaria]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao Exmo. e Rvmo. Senhor D. José Mora y del Rio, Arcebispo do México e demais Arcebispos e Bispos da República mexicana, sobre as iníquas condições da Igreja no México e as normas que se deverão observar afins de promover a ação católica naquele país.</p>
<p>Veneráveis Irmãos,<br />
Saudação e Bênção Apostólica. </p>
<p>A solicitude paternal, que, em virtude do múnus supremo que recebemos de Deus, devemos dispensar aos fiéis cristãos espalhados por todo o mundo, exige que dediquemos uma benevolência toda especial aos filhos que sofrem maiores aflições e que, por isso, mais necessitam dos cuidados do Pai comum. Esses cuidados especialíssimos, logo após a Nossa elevação à Cátedra de São Pedro, a vós é que, de todo coração, os dispensamos, Veneráveis Irmãos, ao ver-vos oprimidos por tais vexames, quais não seria lícito esperar num povo civilizado, nobre e católico na sua quase totalidade.</p>
<p>Excusado será dizer-vos quão iniquas sejam as ordens e prescripções que, entre vós, foram decretadas por governantes inimigos da Igreja contra os católicos da República Mexicana, pois, estando vós, há muito tempo, oprimidos pelo peso das mesmas, bem sabeis que tão longe estão elas de terem seu fundamento em &#8220;motivos de ordem&#8221; ou de contribuírem, como deveriam, para o bem comum, que ao contrário, nem sequer merecem o nome de leis. Mui justo, portanto, foi o elogio que vos dirigiu Nosso antecessor, de santa memória, Bento XV, na ocasião em que, tomando uma atitude digna e santa, repelistes aquelas Leis e contra elas lançastes o vosso solene protesto, ato este que Nós, pelas presentes Letras, não só aprovamos, como ainda fazemos Nosso. E o que ainda mais Nos estimula a formularmos o presente protesto e desaprovação, é vermos que cada dia mais se vem acentuando a guerra encarniçada movida contra a Religião católica por aqueles que dirigem os destinos do vosso país, tendo resultado inúteis e ineficazes, corn grande prejuízo para vossa pátria estremecida, todos os meios que Nos foi e Nos é possivel tentar no sentido de restabelecer a paz entre o povo mexicano. E de todos conhecido corno o Nosso representante, que vós, ha dois anos, recebestes entre as maiores demonstrações de respeito e alegria, foi, com manifesta violação de qualquer sentimento de justiça e religião, expulso desse país como homem perigoso à segurança da República, com gravíssima ofensa feita não somente à Nossa pessoa, como ainda aos Prelados e a todo o povo mexicano.</p>
<p>Se, naquela ocasião, de propósito Nos abstivemos de formular publicamente o Nosso protesto, &#8211; como o caso teria justamente exigido, &#8211; se com muita paciência e por longo tempo, suportamos a injúria e se, com instância, vos pedimos que a suportásseis também com resignação, isto se deve atribuir não somente aos desejos de paz que Nos animavam, mas também à vivíssima esperança que em Nosso coração de Pai nutríamos de que os governadores da República haveriam de reconhecer e proclamar espontaneamente os direitos legítimos e manifestos do Nosso Representante.</p>
<p>E com efeito, esta Nossa condescendência e moderação não teve êxito infeliz, havendo os dirigentes desse país prometido abertamente que estariam dispostos a receber o Nosso Delegado, cuja dignidade e elevada missão em nada ficariam deprimidas. Assim sendo, bem podeis avaliar o pesar com que recebemos a nova e inesperada notícia de haverem os mesmos supremos dirigentes do país, violando, de modo insólito, os compromissos assumidos, proibido, sem razão ou motivo justificado, o regresso do Nosso venerável irmão Serafim Cimino, que haviam recebido na qualidade de Nosso Nuncio Apostólico, na ocasião em que este, por motivos de saúde, se ausentara do México.</p>
<p>Assim, pois, o governo dessa República, repelindo o Nosso Representante, procura, por todos os meios, repelir o Nosso proprio ministério, que, por constituir uma missão de paz, é recebido por quase todos os governos, e recorre a injustos pretextos de interesses nacionais, do que dão testemunho os fatos que entre vós se vêm desenrolando, com enorme prejuizo para os cidadãos católicos.</p>
<p>Com rigor cada vez maior, exige ele a observância daquelas leis e mandamentos nefastos, observados os quais, já não poderão os cidadãos católicos fazer uso dos direitos comuns, nem sequer cumprir as obrigações e os preceitos da religião cristã.</p>
<p>Entretanto, o governo recusa dar à Igreja católica a mesma liberdade que amplamente concede à seita cismática, chamada &#8220;Igreja nacional&#8221;, à qual, por ser contrária aos sagrados direitos da Igreja Romana, favorece em seu início e formação, ao passo que a vós consideram como inimigos da República, pelo único motivo de serdes os defensores e conservadores do sagrado patrimônio da fé que vossos pais vos legaram. Todavia, se é imenso o pesar que esses fatos Nos causam, grande consolação e lenitivo experimentamos ao vermos o povo mexicano resistir intrepidamente às maquinações dos cismáticos: e por isso, ao mesmo tempo que rendemos graças infinitas ao bom Deus, queremos expressar-vos, Veneráveis Irmãos, a vós e a todos os fieis da República Mexicana os mais vivos aplausos e, ao mesmo tempo, exortar-vos, encarecidamente, a que continueis a defender, com ânimo inquebrantável, a Religião católica. As mesmas palavras que, profundamente comovido ante as provações de que ereis vítimas, proferimos no Sagrado Consistório de 14 de Dezembro do ano transacto, em presença da augusta assembleia dos Senhores Cardeais, queremos hoje aqui repetir, dirigindo-as a vós: &#8220;não podemos conceber fundada esperança de tempos melhores, a não ser que Deus, em sua misericórdia, intervenha prontamente com algum auxílio extraordinário, como todos os dias lhe pedimos, e sem que se estabeleça um sistema conjunto visando promover a ação católica entre o povo&#8221;.</p>
<p>Os Nossos principais conselhos e advertências têm exclusivamente por fim estimular-vos, paternalmente, a &#8220;ação católica&#8221;, que deveis promover cada dia mais, pelo esforço conjunto e a máxima disciplina, entre o rebanho que a cada um de vós foi confiado. Sim, a ação católica, pois que nas tristes conjunturas actuais é absolutamente necessário, Veneráveis Irmãos, que, com todo vosso clero e associações católicos, vos conserveis alheios a toda paixão das fações políticas, precisamente para não dar aos adversários da fé católica ocasião de considerarem a vossa religião como um partido ou facção política. Todos os católicos da República Mexicana, portanto, como tais, não fundem um partido civil com o nome de católico, e principalmente os Bispos e sacerdotes, como louvavelmente já determinaram, não queiram seguir facção política alguma nem colaborar em qualquer jornal partidário, visto seu ministério se extender necessariamente a todos os fieis, antes a todos os cidadão.</p>
<p>Estes são, Veneráveis Irmãos, os nossos conselhos e as Nossas determinações. Se elas forem fielmente observadas e cumpridas, como devem, pelos católicos, a estes não será vedado o exercicio dos direitos e cargos civis comuns aos cidadãos; sendo ainda de notar que não somente a sua fé, mas também os interesses comuns da sua Religião e da sua Pátria exigem que exerçam escrupulosamente esses direitos e esses cargos civis. Nem tão pouco ao clero é permitido ficar de todo alheio à politica e desinteressar-se por completo dos assumptos políticos; ao contrário, embora alheio a toda facção partidária, deve, em virtude de seu múnus sacerdotal, desde que não prejudique o sagrado ministério com atos indébitos, promover o bem de seu país, não só pelo cumprimento exato e escrupuloso dos seus direitos e oficíos civis, como ainda ensinando, com o seu exemplo o reto caminho que os fieis devem seguir, de conformidade com as leis de Deus e da Igreja, de sorte que cada um cumpra conscienciosamente seus deveres públicos.</p>
<p>Para conseguir esse nobilíssimo intento, o vosso clero, embora conservando, como acima dissemos e agora de novo com insistência repetimos, livre e desligado de qualquer facção partidária, encontrará um vasto campo de ação, onde os interesses da religião, os bons costumes, a instrução e a economia social. absorverão toda a sua atividade, e assim poderá instruir os cidadãos e principalmente os jovens que se dedicam aos estudos acadêmicos, e os operários, nos princípios católicos, e apparelha-los para as lutas da ação católica. Se vós, atendendo aos Nossos conselhos, procurardes, com zelo e diligência, realizar estes intentos, temos a plena convicção de que, com a graça de Deus, cessarão os gravíssimos vexames que, há tanto tempo, vem afligindo o nobilíssimo povo mexicano. Como penhor das graças divinas e testemunho da Nossa particular benevolência, concedermos, de todo coração, tanto a vós, Veneráveis Irmãos, como ao clero e fieis de vossas respectivas dioceses e a todo o povo mexicano, a Bênção Apostólica.</p>
<p>Dado em Roma, junto de São Pedro, rio dia 2 de Fevereiro do anno de 1926, quarto do Nosso Pontificado.</p>
<p>PIO XI, Papa.<br />
</strong></p>
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		<title>If nothing is new&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 14:47:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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São conhecidas (&#8230;) as dificuldades e as amarguras da época em que viveu S. Francisco. É verdade que então estava a fé mais profundamente arraigada no povo; a prova disto está nas Cruzadas que, num santo impeto, levaram à Palestina não somente uma leva de soldados assalariados, mas também cidadãos de todas as classes, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><strong>São conhecidas (&#8230;) as dificuldades e as amarguras da época em que viveu S. Francisco. É verdade que então estava a fé mais profundamente arraigada no povo; a prova disto está nas Cruzadas que, num santo impeto, levaram à Palestina não somente uma leva de soldados assalariados, mas também cidadãos de todas as classes, para a libertação do Santo Sepulcro. Mas, na vinha do Senhor haviam feito invasão aos poucos e serpeavam heresias, propagadas quer por seus autores conhecidos quer por impostores ocultos, que, sob a aparência simulada de austeridade, disciplina e virtude, facilmente enganavam as almas simples e fracas; destes focos partiam centelhas malignas que atiçavam a revolta nas multidões. Surgiam homens estigmatizando a Igreja de Deus por causa destas faltas individuais e pretendendo com orgulho serem pelo céu chamados para a sua reforma; não tardava, porém, que, pela rejeição do magistério e da autoridade da Sé Apostólica, ficassem patentes os desígnios que os guiavam. Efetivamente, na sua maioria, bem depressa caíram na devassidão e na luxúria, e até chegaram a perturbar a ordem pública, abalando os fundamentos da religião, da propriedade, da família e do Estado. Aconteceu então o que mais de uma vez se deu no decurso dos séculos: as sedições, aqui e -acolá suscitadas contra a Igreja e o Estado, tomaram incremento coadjuvando-se mutuamente.</p>
<p>Se bem que a fé católica permanecesse intacta nas almas, ou ao menos nelas não estivesse inteiramente obscurecida, o espírito evangélico quase desaparecera e a caridade de Cristo a tal ponto arrefecera na sociedade, que se afigurava como extinta.</p>
<p>Sem falarmos das lutas entre os partidos, dos quais uns esposavam a causa do Império e outros a da Igreja, as cidades da Itália se dilaceravam em guerras intestinas: as cidades vassallas queriam sacudir o jugo de suas suseranas e conquistar a liberdade política; as mais poderosas tentavam submeter as mais fracas e, numa e mesma cidade, as facções disputavam o poder; em consequência, de ambas as partes havia cruéis morticínios e incêndios, pilhagens e devastações, exílios e confiscações de bens e propriedades.</p>
<p>Tristíssima era a sorte de muitos: entre os patrões e os empregados, ou entre os assim chamados &#8220;maiores&#8221; e &#8220;menores&#8221;, entre os proprietários e os rendeiros, existiam diferenças demasiado profundas, que não condiziam com a civilização, e a gente humilde se via exposta sem defesa à opressão e às vexações dos poderosos. Dominados pelo egoísmo e pelo interesse, todos aqueles que não pertenciam à miserável classe plebeia ardiam numa cobiça insaciável de riquezas; como não existissem em parte alguma leis suntuárias, fazia-se jactanciosa exibição duma afetação insensata no vestuário, nos banquetes e nos divertimentos de todo o gênero; desprezavam-se os pobres e a pobreza; tinha-se incontida aversão aos leprosos, tão numerosos naquele tempo, mantendo-os relegados ao abandono; e até não estavam isentos desta louca paixão de gozos e prazeres aqueles que deveriam levar uma vida mais religiosa, se bem que muitos entre o clero se recommendassem pela austeridades de costumes.</p>
<p>Daí se tornara uso tirar cada qual os maiores e mais pingues proventos de quanto lhe fosse possível; muitos, pois, não somente extorquiam o dinheiro por meio da violência e usura, mas até vendiam os cargos públicos, as honras, a administração da justiça e a própria impunidade dos criminosos, afim de aumentarem e avolumarem o patrimônio. A Igreja não guardava silêncio nem deixava de punir; mas, que resultado podia colher, quando até os Imperadores davam em público os piores exemplos e provocavam os anátemas da Sé Apostólica, desprezando-os com contumácia? O própria instituição monástica, que produzira tão belos e sazonados frutos, estava coberto de pó mundano, tornando-se impotente para uma eficaz resistência; e se novas ordens religiosas de homens davam alguma proteção e vigor à disciplina eclesiástica, contudo a sociedade enferma exigia para o seu restabelecimento uma efusão mais abundante de luz e caridade.</strong></p>
<p>Pio XI<br />
Carta Encíclica &#8220;Rite expiatis&#8221;<br />
No sétimo centenário da morte de São Francisco de Assis.<br />
30 de abril de 1926.</p>
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		<title>Aparecida</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 01:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PIO XI, PAPA
Para perpétua lembrança

Do Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro e dos outros Arcebispos, Bispos, Prelados e Prefeitos Apostólicos do Brasil recebemos o pedido de Nos dignarmos constituir como Pa­droeira principal do Brasil a Bem-aventurada Virgem concebida sem mancha, vulgarmente chamada &#8220;Nossa Senhora da Concei­ção Aparecida&#8221;. Nada Nos parece mais oportuno do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>PIO XI, PAPA<br />
Para perpétua lembrança</strong></p>
<blockquote><p>
<strong>Do Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro e dos outros Arcebispos, Bispos, Prelados e Prefeitos Apostólicos do Brasil recebemos o pedido de Nos dignarmos constituir como Pa­droeira principal do Brasil a Bem-aventurada Virgem concebida sem mancha, vulgarmente chamada &#8220;Nossa Senhora da Concei­ção Aparecida&#8221;. Nada Nos parece mais oportuno do que ace­der aos votos não só destes Antístites, mas ainda de todos os fiéis do Brasil que com constante fervor e piedade veneraram a Ima­culada Virgem Mãe de Deus quase desde os primeiros anos do descobrimento da região brasileira até aos nossos tempos. A sua devoção filial e veneração para com a Virgem Imaculada pro­va ainda o templo notável por sua construção e ornado de belas obras de arte, no qual se guarda a imagem antiga e prodigiosa da Bem-aventurada Virgem Maria sob o título de Aparecida. Multidões de fiéis vão de diversos lugares do Brasil em peregri­nação a este templo afim de implorarem o socorro e auxílio de Nossa Senhora, cuja imagem, por decreto do cabido da Sacrosan­ta Patriarcal Basílica Vaticana, foi coroada com uma corôa de ouro no quinquagésimo ano depois da definição dogmática da Conceição Imaculada da Virgem. O Papa Leão XIII, de recen­te memória, anuindo aos votos gerais do Brasil, permitiu a celebração da festa da Bem-aventurada Virgem Maria sob o títu­lo de Aparecida e além disto o Papa Pio X, concedeu Ofício e Missa própria da mesma festa.</p>
<p>Considerando tudo isto atentamente, julgamos que devía­mos deferir os pedidos de tantos Prelados que o Nosso Núncio Apostólico no Brasil largamente apoia com sua adesão, unindo com os mesmos Antístites os seus ardentes votos que por ocasião do vigésimo quinto aniversário da mencionada solene coroa­ção constituamos esta Virgem Imaculada Padroeira de todo o Brasil diante de Deus. Tendo pois consultado o Cardeal da Santa Igreja Romana Camillo Laurenti, Diácono de Santa Maria della Scala, Prefeito da Congregação dos Sagrados Ritos, por <em>motu proprio </em>e por conhecimento certo e madura reflexão Nossa, na plenitude de Nosso poder Apostólico, pelo teor das presentes Le­tras. constituímos e declaramos a Beatíssima Virgem Maria con­cebida sem mancha, sob o título de Aparecida, Padroeira prin­cipal de todo Brasil diante de Deus, acrescentando os privilé­gios litúrgicos e as outras honras que pelo costume competem aos Padroeiros dos lugares principais. Concedendo isto para pro­mover o bem espiritual dos fiéis no Brasil e para aumentar ca­da vez mais a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus, decre­tamos que as presentes Letras estão e ficam sempre firmes, váli­das e eficazes e surtem seus plenos e inteiros efeitos e favo­recem amplíssimamente aqueles a quem se referem ou poderão referir-se; e assim deve-se julgar e definir como certo, e torna-se desde agora inválido e nulo tudo quanto for tentado em con­trário por quem quer que seja, sob qualquer autoridade, ciente­mente ou por ignorância. Não obstante qualquer coisa em con­trário.</p>
<p>Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o anel do Pesca­dor, no dia 16 do mês de Julho do ano de 1930,  nono de nos­so Pontificado.</p>
<p>Cardeal Pacelli</p>
<p>Secretário de Estado.</strong></p>
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		<title>&#8220;Do zelo bom&#8221;, D. Lourenço de Almeida Prado, OSB.</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 16:36:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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SÃO BENTO TEM UM CAPÍTULO &#8211; o penúltimo de sua Regra &#8211; que trata &#8220;do zelo bom que os monges devem ter&#8221;. Começa-o com uma distinção: &#8220;Assim como há um zelo mau, que é um zelo de amargura, que separa de Deus e conduz ao inferno, existe um zelo bom, que se para dos vícios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>SÃO BENTO TEM UM CAPÍTULO &#8211; o penúltimo de sua Regra &#8211; que trata &#8220;do zelo bom que os monges devem ter&#8221;. Começa-o com uma distinção: &#8220;Assim como há um zelo mau, que é um zelo de amargura, que separa de Deus e conduz ao inferno, existe um zelo bom, que se para dos vícios e conduz a Deus e à vida eterna&#8221;. É uma indicação religiosa, mas à concretamente uma indicação ampla e geral de conduta no convívio com os outros.</p>
<p>O mundo sempre foi perturbado pelo zelo de amargura. Não precisamos lembrar os fariseus eos escribas conduzindo a adúltera para acusá-la diante de Jesus. Bastaria lembrar o irmão mais velho do filho pródigo indignando-se com o pai porque este acolhia alegremente o mais moço que voltava.</p>
<p>São Bento fala com especial cuidado do espirito de murmuração. Esse dizer ao ouvido do outro, quase sempre com ares de quem está zeloso pelo bem, é um veneno corrosivo e dissolvente. Gera uma atmosfera de desconfiança e suspeição que destroi a vida em comum, que só pode existir numa base de confiança reciproca.</p>
<p>O  tempo de hoje e fortemente perturbado pelo zelo de amargura. Se quisermos assinalar a contribuição mais forte e negativa com que o comunismo vem impregnando a sociabilidade humana, direi que foi a implantação, como principio de convívio (ou de não convívio) do zelo de amargura. Que é senão a instalação do zelo de amargura, como caminho de melhoria social, a propugnação pela luta entre os homens?</p>
<p>A diferença mais fundamental entre Cristo e Marx, na ordenação da convivência humana, está precisamente em que Cristo pregou o amor, o comunismo prega a luta, isto é, o ódio. </p>
<p>Se o homem não é, ou procura ser, o próximo colocado diante do próxímo, o irmão diante do irmão, mas e, ou quer ser, o membro de uma classe e,por isso, inimigo do outro, de outra classe, os homens es tão diante dos homens, como lobo, um para o outro, co mo inimigos, como prevenidos, enfim, como zelosos, num zelo de amargura.</p>
<p>E o zelo amargo se espalha como se multiplicam as classes. E as classes realmente se multiplicam (ou são inventadas&#8230;): classe dos pais e classe dos filhos, classe dos homens e classes das mulheres, classe dos adultos e classes das crianças e adolescentes, classe dos professores e classe dos diretores, e vamos ficando cada vez mais longe daquela diversificação social &#8211; sexo, idade, profissão &#8211; que favorecia, pela complementariedade das tarefas, uma reciprocidade de serviços e o fortalecimento da concordia.</p>
<p>Há uma feição moderna do zelo de amargura que consiste no espirito de contestação. Não me refiro apenas à contestação do adolescente, que tem sua raiz em dado correto de afirmação pessoal em busca de líberação da tutela paterna, mas dessa contestação que hoje assume, não raro, um colorido de desamor e revolta, produto do zelo amargo. Refiro-me de um modo geral aos contestadores de todas as gamas de idades, de todos aqueles que, talvez por não se sentirem seguros de sua maturidade, reclamam meio nervosos serem tratados como homens maduros, e vivem prevenidos com todos os vizinhos. Uma nota particular deste gru po ê a reinvidicação do direito de falar. Não é propriamente o direito de falar que lhes faz falta. Este ninguém lhes tira. Mas a amargura suscita um zelo tirânico: só se sentem falando quando impõem asua opinião. O diálogo reclamado pelo contestador é quase sempre um monólogo.</p>
<p>Tem-se falado muito e escrito sobre a censura. A censura é realmente uma providência antipática. Há contudo, um simplismo meio grosseiro e tolo nas reações que andam por ai contra a censura. A dificuldade da censura está em conseguir coloca-la na medida. Em principio, seria legitima, pois é providência que, ao contrário do que se diz comumente, as segura a liberdade. Liberdade contra a tolice, contra o falso profeta, contra o que se intitula artista, mas é fabricante de moeda falsa. Legitima contra o zelo amargo, contra a murmuração, que, no contexto social, se chamaria de intriga ou de &#8220;palpite&#8221;. O zelo de amargura reinvidica, a título de direito, poder dar a sua opinião, o direito ao palpite. Palpite, segundo o dicionário, é o &#8220;dito do intrometido&#8221;. O intrometido entra indebítamentt na vida do ou tro e no assunto do outro.</p>
<p>Não creio que possa haver, menos ainda que deva haver &#8211; a não ser em ambientes restritos &#8211; censura contra o intrometido. Mas queria dizer que onos so convívio ganharia em cordialidade se o zelo amargo não suscitasse tantos espinhos. Se o homem sabio fosse reconhecido, como auer São Bento. Dela sobriedade no falar</p>
<p>E o mundo ganharia muito se vivêssemos o zelo bom. &#8220;Zelo que deve ser praticado com muito amor, isto é, que se empenhem em honrar mutuamente,que suportem as fraquezas do outro, tanto as do corpo como as da mente, que se obedeçam reciprocamente, que ninguém procure o que lhe ë útil, mas de preferência o que o é para o outro, apliquem-se com o coração puro à caridade fraterna; amem a Deus como temor; amem o seu superior, nada preponham a Cristo: (Regra de São Bento, cap. LXXII).</p>
<p>&#8220;São Bento e o Livro&#8221;, Colégio de São Bento &#8211; RJ &#8211; 1980.</p>
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		<title>Medieva origem</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 20:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De onde vem essa característica (*) brasileira?
(*) scilicet: imediatismo
É resultado da nossa formação histórica. Surgimos de um país, Portugal (e ele não é diferente do restante da Península Ibérica), que se moldou historicamente em uma situação de luta constante com os muçulmanos, que o ocuparam por séculos. Nada podia ser programado porque tudo dependia das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De onde vem essa característica (*) brasileira?</p>
<p>(*) scilicet: imediatismo</p>
<p>É resultado da nossa formação histórica. Surgimos de um país, Portugal (e ele não é diferente do restante da Península Ibérica), que se moldou historicamente em uma situação de luta constante com os muçulmanos, que o ocuparam por séculos. Nada podia ser programado porque tudo dependia das circunstâncias de dominação. E as fronteiras entre o Portugal cristão e os territórios muçulmanos eram fluidas. Encolhiam e avançavam, criando a necessidade de estar constantemente ao sabor de um planejamento que não dependia de si mesmo, mas do outro. Isso se solidificou na medida em que encontrou eco aqui nas terras novas, onde a população indígena também mantinha a tradição do improviso: &#8220;Estou com fome, vou ao rio, pesco e como. Não vou enfrentar inverno rigoroso, portanto não preciso organizar a plantação com antecedência nem estocar comida&#8221;. E há um terceiro elemento, os africanos, que, como exilados e prisioneiros, não podiam ter nenhuma visão de longo prazo. Ao longo de meio milênio isso criou a nossa cultura do improviso. Como mudar? Olhando menos para o próprio umbigo, assumindo responsabilidades, sendo mais coletivista e menos individualista e não esperando que um grande evento esportivo de um mês de duração seja capaz de reverter uma condição de 500 anos.</p>
<p>Disse: Hilario Franco Junior<br />
Onde: O Estado de Sao Paulo, 4 de outubro</p>
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		<title>Amatores mundi</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 15:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em todos os bens, reais ou aparentes, o ser humano procura, ao menos implicitamente, a felicidade. Mas, por ser dotado de natureza espiritual, as coisas materiais e as atividades desse mundo não o podem fazer realmente feliz. Tomás analisa esse assunto, estudando a diversidade dos bens presentes (riqueza, honra, fama ou glória, poder, algum bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em todos os bens, reais ou aparentes, o ser humano procura, ao menos implicitamente, a felicidade. Mas, por ser dotado de natureza espiritual, as coisas materiais e as atividades desse mundo não o podem fazer realmente feliz. Tomás analisa esse assunto, estudando a diversidade dos bens presentes (riqueza, honra, fama ou glória, poder, algum bem do corpo ou da alma, prazeres, ou outro bem criado) e a radical incapacidade de trazerem verdadeira felicidade a quantos deles gozam (I-II, q.2, aa.1-8). Na mesma linha, na <em>Suma contra os gentios</em> (III, 63), cujo título é “como na felicidade eterna serão satisfeitos todos os desejos humanos”, Tomás nos oferece um interessante perfil dos “amantes do mundo”: o desejo de bens materiais os fazem mesquinhos e injustos; o de honras, soberbos e ambiciosos; o de celebridade e fama, sedentos de vanglória; o de prazeres, intemperantes e incontinentes; o de auto-conservação, tímidos e preocupados.</p>
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		<title>MANNERS AND COURTESY</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 18:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[
A child should always say what&#8217;s true,
And speak when he is spoken to,
And behave mannerly at table,
At least as far as he is able.
The Child&#8217;s Garden of Verse.
Robert Louis, 1895.
In ancient days in England, manners and courtesy, manly exercises, music and singing, knowledge of precedency and rank, heraldry and ability to carve, were much more [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><em>A child should always say what&#8217;s true,<br />
And speak when he is spoken to,<br />
And behave mannerly at table,<br />
At least as far as he is able.</em><br />
The Child&#8217;s Garden of Verse.<br />
Robert Louis, 1895.</p>
<p>In ancient days in England, manners and courtesy, manly exercises, music and singing, knowledge of precedency and rank, heraldry and ability to carve, were much more important elements in education than Latin and philosophy. Children were sent to school, and placed in great men&#8217;s houses to learn courtesy and the formalities of high life.</p>
<p>Of all the accomplislinients and studies of the Squire as recounted by Chaucer in the <em>Canterbury Tales</em>, but one would now be tauglit in English college &#8211; music. Of all which were taught, courtesy was deemed the most important.</p>
<p>Aristotle the Philosopher<br />
this worthye sayinge writ<br />
That manners in a chylde<br />
are more requisit<br />
Than playinge on instrumentes<br />
and other vayne pleasure ;<br />
For virtuous manners<br />
is a most precious treasure.</p>
<p>The importance given to outward forms of courtesy was a natural result of the domination for centuries of the laws of chivalry and rules of heraldry. But they were something more than outward show. Emerson says: “The forms of politeness universally express benevolence in a superlative degree.&#8221;  They certainly developed a regard for others which is evinced in its highest and best type in the character of what we term a gentleman and gentlewoman.</p>
<p>It is impossible to overestimate the value these laws of etiquette, these conventions of customs had at a time when neighborhood life was the whole outside world. Without them life would have proved unendurable. Even savage nations and tribes have felt in their isolated lives the need of some conventions, which with them assume the form of taboos, superstitious observances, and religious restrictions.</p>
<p>The laws of courtesy had much influence upon the development of the character of the colonial child. Domestic life lacked many of the comforts of to-day, but save in formality it did not differ in essential elements from our own home life. Every thing in the community was made to tend to the preservation of relations of civility; this is plainly shown by the laws. Modern historians have been wont to wax jocose over the accounts of law-suits for slander, scandal-monging, name-calling, lying, etc., which may be found in colonial court records. Astonishingly petty seem many of the charges ; even the calling of degrading nicknames, making of wry faces, jeering, and &#8221; finger-sticking &#8221; were fined and punished. But all this rigidity tended to a preservation of peace. The child who saw a man fined for lying, who beheld another set in the stocks for calling his neighbor ill names, or repeating scandalous assertions, grew up with a definite knowledge of the wickedness and danger of lying, and a wholesome regard for the proprieties of life. These sentiments may not have made him a better man, but they certainly made him a more endurable one.</p>
<p><em>Child life in Colonial days</em><br />
Cap. XI<br />
Alice Morse Earle<br />
The Macmillan Company &#8211; NY<br />
1899.</p>
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		<title>&#8220;Lepanto&#8221; (Chesterton)</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 23:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[     White founts falling in the Courts of the sun,
     And the Soldan of Byzantium is smiling as they run;
     There is laughter like the fountains in that face of all men feared,
     It stirs the forest darkness, the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>     <strong>White founts falling in the Courts of the sun,<br />
     And the Soldan of Byzantium is smiling as they run;<br />
     There is laughter like the fountains in that face of all men feared,<br />
     It stirs the forest darkness, the darkness of his beard;<br />
     It curls the blood-red crescent, the crescent of his lips;<br />
     For the inmost sea of all the earth is shaken with his ships.<br />
     They have dared the white republics up the capes of Italy,<br />
     They have dashed the Adriatic round the Lion of the Sea,<br />
     And the Pope has cast his arms abroad for agony and loss,<br />
     And called the kings of Christendom for swords about the Cross.<br />
     The cold queen of England is looking in the glass;<br />
     The shadow of the Valois is yawning at the Mass;<br />
     From evening isles fantastical rings faint the Spanish gun,<br />
     And the Lord upon the Golden Horn is laughing in the sun. </p>
<p>     Dim drums throbbing, in the hills half heard,<br />
     Where only on a nameless throne a crownless prince has stirred,<br />
     Where, risen from a doubtful seat and half attainted stall,<br />
     The last knight of Europe takes weapons from the wall,<br />
     The last and lingering troubadour to whom the bird has sung,<br />
     That once went singing southward when all the world was young.<br />
     In that enormous silence, tiny and unafraid,<br />
     Comes up along a winding road the noise of the Crusade.<br />
     Strong gongs groaning as the guns boom far,<br />
     Don John of Austria is going to the war,<br />
     Stiff flags straining in the night-blasts cold<br />
     In the gloom black-purple, in the glint old-gold,<br />
     Torchlight crimson on the copper kettle-drums,<br />
     Then the tuckets, then the trumpets, then the cannon, and he comes.<br />
     Don John laughing in the brave beard curled,<br />
     Spurning of his stirrups like the thrones of all the world,<br />
     Holding his head up for a flag of all the free.<br />
     Love-light of Spain&#8211;hurrah!<br />
     Death-light of Africa!<br />
     Don John of Austria<br />
     Is riding to the sea. </p>
<p>     Mahound is in his paradise above the evening star,<br />
     (Don John of Austria is going to the war.)<br />
     He moves a mighty turban on the timeless houri&#8217;s knees,<br />
     His turban that is woven of the sunsets and the seas.<br />
     He shakes the peacock gardens as he rises from his ease,<br />
     And he strides among the tree-tops and is taller than the trees;<br />
     And his voice through all the garden is a thunder sent to bring<br />
     Black Azrael and Ariel and Ammon on the wing.<br />
     Giants and the Genii,<br />
     Multiplex of wing and eye,<br />
     Whose strong obedience broke the sky<br />
     When Solomon was king. </p>
<p>     They rush in red and purple from the red clouds of the morn,<br />
     From the temples where the yellow gods shut up their eyes in scorn;<br />
     They rise in green robes roaring from the green hells of the sea<br />
     Where fallen skies and evil hues and eyeless creatures be,<br />
     On them the sea-valves cluster and the grey sea-forests curl,<br />
     Splashed with a splendid sickness, the sickness of the pearl;<br />
     They swell in sapphire smoke out of the blue cracks of the ground,&#8211;<br />
     They gather and they wonder and give worship to Mahound.<br />
     And he saith, &#8220;Break up the mountains where the hermit-folk can hide,<br />
     And sift the red and silver sands lest bone of saint abide,<br />
     And chase the Giaours flying night and day, not giving rest,<br />
     For that which was our trouble comes again out of the west.<br />
     We have set the seal of Solomon on all things under sun,<br />
     Of knowledge and of sorrow and endurance of things done.<br />
     But a noise is in the mountains, in the mountains, and I know<br />
     The voice that shook our palaces&#8211;four hundred years ago:<br />
     It is he that saith not &#8216;Kismet&#8217;; it is he that knows not Fate;<br />
     It is Richard, it is Raymond, it is Godfrey at the gate!<br />
     It is he whose loss is laughter when he counts the wager worth,<br />
     Put down your feet upon him, that our peace be on the earth.&#8221;<br />
     For he heard drums groaning and he heard guns jar,<br />
     (Don John of Austria is going to the war.)<br />
     Sudden and still&#8211;hurrah!<br />
     Bolt from Iberia!<br />
     Don John of Austria<br />
     Is gone by Alcalar. </p>
<p>     St. Michaels on his Mountain in the sea-roads of the north<br />
     (Don John of Austria is girt and going forth.)<br />
     Where the grey seas glitter and the sharp tides shift<br />
     And the sea-folk labour and the red sails lift.<br />
     He shakes his lance of iron and he claps his wings of stone;<br />
     The noise is gone through Normandy; the noise is gone alone;<br />
     The North is full of tangled things and texts and aching eyes,<br />
     And dead is all the innocence of anger and surprise,<br />
     And Christian killeth Christian in a narrow dusty room,<br />
     And Christian dreadeth Christ that hath a newer face of doom,<br />
     And Christian hateth Mary that God kissed in Galilee,&#8211;<br />
     But Don John of Austria is riding to the sea.<br />
     Don John calling through the blast and the eclipse<br />
     Crying with the trumpet, with the trumpet of his lips,<br />
     Trumpet that sayeth ha!<br />
         Domino gloria!<br />
     Don John of Austria<br />
     Is shouting to the ships. </p>
<p>     King Philip&#8217;s in his closet with the Fleece about his neck<br />
     (Don John of Austria is armed upon the deck.)<br />
     The walls are hung with velvet that is black and soft as sin,<br />
     And little dwarfs creep out of it and little dwarfs creep in.<br />
     He holds a crystal phial that has colours like the moon,<br />
     He touches, and it tingles, and he trembles very soon,<br />
     And his face is as a fungus of a leprous white and grey<br />
     Like plants in the high houses that are shuttered from the day,<br />
     And death is in the phial and the end of noble work,<br />
     But Don John of Austria has fired upon the Turk.<br />
     Don John&#8217;s hunting, and his hounds have bayed&#8211;<br />
     Booms away past Italy the rumour of his raid.<br />
     Gun upon gun, ha! ha!<br />
     Gun upon gun, hurrah!<br />
     Don John of Austria<br />
     Has loosed the cannonade. </p>
<p>     The Pope was in his chapel before day or battle broke,<br />
     (Don John of Austria is hidden in the smoke.)<br />
     The hidden room in man&#8217;s house where God sits all the year,<br />
     The secret window whence the world looks small and very dear.<br />
     He sees as in a mirror on the monstrous twilight sea<br />
     The crescent of his cruel ships whose name is mystery;<br />
     They fling great shadows foe-wards, making Cross and Castle dark,<br />
     They veil the plumèd lions on the galleys of St. Mark;<br />
     And above the ships are palaces of brown, black-bearded chiefs,<br />
     And below the ships are prisons, where with multitudinous griefs,<br />
     Christian captives sick and sunless, all a labouring race repines<br />
     Like a race in sunken cities, like a nation in the mines.<br />
     They are lost like slaves that sweat, and in the skies of morning hung<br />
     The stair-ways of the tallest gods when tyranny was young.<br />
     They are countless, voiceless, hopeless as those fallen or fleeing on<br />
     Before the high Kings&#8217; horses in the granite of Babylon.<br />
     And many a one grows witless in his quiet room in hell<br />
     Where a yellow face looks inward through the lattice of his cell,<br />
     And he finds his God forgotten, and he seeks no more a sign&#8211;<br />
     (But Don John of Austria has burst the battle-line!)<br />
     Don John pounding from the slaughter-painted poop,<br />
     Purpling all the ocean like a bloody pirate&#8217;s sloop,<br />
     Scarlet running over on the silvers and the golds,<br />
     Breaking of the hatches up and bursting of the holds,<br />
     Thronging of the thousands up that labour under sea<br />
     White for bliss and blind for sun and stunned for liberty. </p>
<p>     Vivat Hispania!<br />
     Domino Gloria!<br />
     Don John of Austria<br />
     Has set his people free! </p>
<p>     Cervantes on his galley sets the sword back in the sheath<br />
     (Don John of Austria rides homeward with a wreath.)<br />
     And he sees across a weary land a straggling road in Spain,<br />
     Up which a lean and foolish knight for ever rides in vain,<br />
     And he smiles, but not as Sultans smile, and settles back the blade&#8230;.<br />
     (But Don John of Austria rides home from the Crusade.) </strong></p>
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		<title>Lepanto* (Chesterton)</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 23:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tradução de Jorge Luis Borges*
Blancos los surtidores en los patios del sol;
El Sultán de Estambul se ríe mientras juegan.
Como las fuentes es la risa de esa cara que todos temen,
Y agita la boscosa oscuridad, la oscuridad de su barba,
Y enarca la media luna sangrienta, la media luna de sus labios,
Porque al más íntimo de los [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tradução de Jorge Luis Borges*</p>
<p><strong>Blancos los surtidores en los patios del sol;<br />
El Sultán de Estambul se ríe mientras juegan.<br />
Como las fuentes es la risa de esa cara que todos temen,<br />
Y agita la boscosa oscuridad, la oscuridad de su barba,<br />
Y enarca la media luna sangrienta, la media luna de sus labios,<br />
Porque al más íntimo de los mares del mundo lo sacuden sus barcos.<br />
Han desafiado las repúblicas blancas por los cabos de Italia,<br />
Han arrojado sobre el León del Mar el Adriático,<br />
Y la agonía y la perdición abrieron los brazos del Papa,<br />
Que pide espadas a los reyes cristianos para rodear la Cruz.<br />
La fría Reina de Inglaterra se mira en el espejo;<br />
La sombra de los Valois bosteza en la Misa;<br />
De las irreales islas del ocaso retumban los cañones de España,<br />
Y el Señor del Cuerno de Oro se está riendo en pleno sol.<br />
Laten vagos tambores, amortiguados por las montañas,<br />
Y sólo un príncipe sin corona, se ha movido en un trono sin nombre,<br />
Y abandonando su dudoso trono e infamado sitial,<br />
El último caballero de Europa toma las armas,<br />
El último rezagado trovador que oyó el canto del pájaro,<br />
Que otrora fue cantando hacia el sur, cuando el mundo entero era joven.<br />
En ese vasto silencio, diminuto y sin miedo<br />
Sube por la senda sinuosa el ruido de la Cruzada.<br />
Mugen los fuertes gongs y los cañones retumban,<br />
Don Juan de Austria se va a la guerra.<br />
Forcejean tiesas banderas en las frías ráfagas de la noche,<br />
Oscura púrpura en la sombra, oro viejo en la luz,<br />
Carmesí de las antorchas en los atabales de cobre.<br />
Las clarinadas, los clarines, los cañones y aquí está él.<br />
Ríe Don Juan en la gallarda barba rizada.<br />
Rechaza, estribando fuerte, todos los tronos del mundo,<br />
Yergue la cabeza como bandera de los libres.<br />
Luz de amor para España ¡hurrá!<br />
Luz de muerte para África ¡hurrá!<br />
Don Juan de Austria<br />
Cabalga hacia el mar.<br />
Mahoma está en su paraíso sobre la estrella de la tarde<br />
(Don Juan de Austria va a la guerra.)<br />
Mueve el enorme turbante en el regazo de la hurí inmortal,<br />
Su turbante que tejieron los mares y los ponientes.<br />
Sacude los jardines de pavos reales al despertar de la siesta,<br />
Y camina entre los árboles y es más alto que los árboles,<br />
Y a través de todo el jardín la voz es un trueno que llama<br />
A Azrael el Negro y a Ariel y al vuelo de Ammon:<br />
Genios y Gigantes,<br />
Múltiples de alas y de ojos,<br />
Cuya fuerte obediencia partió el cielo<br />
Cuando Salomón era rey.<br />
Desde las rojas nubes de la mañana, en rojo y en morado se precipitan,<br />
Desde los templos donde cierran los ojos los desdeñosos dioses amarillos;<br />
Ataviados de verde suben rugiendo de los infiernos verdes del mar<br />
Donde hay cielos caídos, y colores malvados y seres sin ojos;<br />
Sobre ellos se amontonan los moluscos y se encrespan los bosques grises del mar,<br />
Salpicados de una espléndida enfermedad, la enfermedad de la perla;<br />
Surgen en humaredas de zafiro por las azules grietas del suelo,-<br />
Se agolpan y se maravillan y rinden culto a Mahoma.<br />
Y él dice: Haced pedazos los montes donde los ermitaños se ocultan,<br />
Y cernid las arenas blancas y rojas para que no quede un hueso de santo<br />
Y no déis tregua a los rumíes de día ni de noche,<br />
Pues aquello que fue nuestra aflicción vuelve del Occidente.<br />
Hemos puesto el sello de Salomón en todas las cosas bajo el sol<br />
De sabiduría y de pena y de sufrimiento de lo consumado,<br />
Pero hay un ruido en las montañas, en las montañas y reconozco La voz que sacudió nuestros palacios -hace ya cuatro siglos:<br />
¡Es el que no dice &#8220;Kismet&#8221;; es el que no conoce el Destino,<br />
Es Ricardo, es Raimundo, es Godofredo que llama!<br />
Es aquel que arriesga y que pierde y que se ríe cuando pierde;<br />
Ponedlo bajo vuestros pies, para que sea nuestra paz en la tierra.<br />
Porque oyó redoblar de tambores y trepidar de cañones.<br />
(Don Juan de Austria va a la guerra)<br />
Callado y brusco -¡hurrá!<br />
Rayo de Iberia<br />
Don Juan de Austria<br />
Sale de Alcalá.<br />
En los caminos marineros del norte, San Miguel está en su montaña.<br />
(Don Juan de Austria, pertrechado, ya parte)<br />
Donde los mares grises relumbran y las filosas marcas se cortan<br />
Y los hombres del mar trabajan y las rojas velas se van.<br />
Blande su lanza de hierro, bate sus alas de piedra;<br />
El fragor atraviesa la Normandía; el fragor está solo;<br />
Llenan el Norte cosas enredadas y textos y doloridos ojos<br />
Y ha muerto la inocencia de la ira y de la sorpresa,<br />
Y el cristiano mata al cristiano en un cuarto encerrado<br />
Y el cristiano teme a Jesús que lo mira con otra cara fatal<br />
Y el cristiano abomina de María que Dios besó en Galilea.<br />
Pero Don Juan de Austria va cabalgando hacia el mar,<br />
Don Juan que grita bajo la fulminación y el eclipse,<br />
Que grita con la trompeta, con la trompeta de sus labios,<br />
Trompeta que dice ¡ah!<br />
¡Domino Gloria!<br />
Don Juan de Austria<br />
Les está gritando a las naves.<br />
El rey Felipe está en su celda con el Toisón al cuello<br />
(Don Juan de Austria está armado en la cubierta)<br />
Terciopelo negro y blando como el pecado tapiza los muros<br />
Y hay enanos que se asoman y hay enanos que se escurren.<br />
Tiene en la mano un pomo de cristal con los colores de la luna,<br />
Lo toca y vibra y se echa a temblar<br />
Y su cara es como un hongo de un blanco leproso y gris<br />
Como plantas de una casa donde no entra la luz del día,<br />
Y en ese filtro está la muerte y el fin de todo noble esfuerzo,<br />
Pero Don Juan de Austria ha disparado sobre el turco.<br />
Don Juan está de caza y han ladrado sus lebreles-<br />
El rumor de su asalto recorre la tierra de Italia.<br />
Cañón sobre cañón, ¡ah, ah!<br />
Cañón sobre cañón, ¡hurrá!<br />
Don Juan de Austria<br />
Ha desatado el cañoneo.<br />
En su capilla estaba el Papa antes que el día o la batalla rompieran.<br />
(Don Juan está invisible en el humo)<br />
En aquel oculto aposento donde Dios mora todo el año,<br />
Ante la ventana por donde el mundo parece pequeño y precioso.<br />
Ve como en un espejo en el monstruoso mar del crepúsculo<br />
La media luna de las crueles naves cuyo nombre es misterio.<br />
Sus vastas sombras caen sobre el enemigo y oscurecen la Cruz y el Castillo<br />
Y velan los altos leones alados en las galeras de San Marcos;<br />
Y sobre los navíos hay palacios de morenos emires de barba negra;<br />
Y bajo los navíos hay prisiones, donde con innumerables dolores,<br />
Gimen enfermos y sin sol los cautivos cristianos<br />
Como una raza de ciudades hundidas, como una nación en las ruinas,<br />
Son como los esclavos rendidos que en el cielo de la mañana<br />
Escalonaron pirámides para dioses cuando la opresión era joven;<br />
Son incontables, mudos, desesperados como los que han caído o los que huyen<br />
De los altos caballos de los Reyes en la piedra de Babilonia.<br />
Y más de uno se ha enloquecido en su tranquila pieza del infierno<br />
Donde por la ventana de su celda una amarilla cara lo espía,<br />
Y no se acuerda de su Dios, y no espera un signo-<br />
(¡Pero Don Juan de Austria ha roto la línea de batalla!)<br />
Cañonea Don Juan desde el puente pintado de matanza.<br />
Enrojece todo el océano como la ensangrentada chalupa de un pirata,<br />
El rojo corre sobre la plata y el oro.<br />
Rompen las escotillas y abren las bodegas,<br />
Surgen los miles que bajo el mar se afanaban<br />
Blancos de dicha y ciegos de sol y alelados de libertad.<br />
¡Vivat Hispania!<br />
¡Domino Gloria!<br />
¡Don Juan de Austria<br />
Ha dado libertad a su pueblo!<br />
Cervantes en su galera envaina la espada<br />
(Don Juan de Austria regresa con un lauro)<br />
Y ve sobre una tierra fatigada un camino roto en España,<br />
Por el que eternamente cabalga en vano un insensato caballero flaco,<br />
Y sonríe (pero no como los Sultanes), y envaina el acero&#8230;<br />
(Pero Don Juan de Austria vuelve de la Cruzada.)</strong></p>
<p>*Publicada originalmente en el primer número, noviembre de 1938, de la revista argentina Sol y Luna.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Fuit homo missus a Deo&#8230;</title>
		<link>http://salterrae.org/2009/10/07/fuit-homo-missus-a-deo/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 19:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre o túmulo de D. João d´Áustria (1547-1578)
&#8220;Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João&#8230;&#8221;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o túmulo de D. João d´Áustria (1547-1578)</p>
<p>&#8220;Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João&#8230;&#8221;</p>
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		<title>Cachimbo</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 16:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A desigualdade é um bem. Esse bem se manifesta de modos diversos; a diversidade de bens permite a circulação dos bens.
O igualitarista, de esquerda ou não, mas entortado e encardido por esta, começa a achar que &#8220;todo o mundo é igual&#8221;: basta chegar (e querer). 
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A desigualdade é um bem. Esse bem se manifesta de modos diversos; a diversidade de bens permite a circulação dos bens.<br />
O <strong>igualitarista</strong>, de esquerda ou não, mas entortado e encardido por esta, começa a achar que &#8220;todo o mundo é igual&#8221;: basta chegar (e querer). </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ortega y Gasset</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 17:59:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Links]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Nas escolas que foram motivo de orgulho para o século passado [século XIX], não foi possível fazer mais do que ensinar às massas técnicas da vida moderna, mas não se conseguiu educá-las, Foram dados a elas instrumentos para viverem intensamente, mas não a sensibilidade para os grandes deveres históricos; nelas se inocularam, atropeladamente, o orgulho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>Nas escolas que foram motivo de orgulho para o século passado [século XIX], não foi possível fazer mais do que ensinar às massas técnicas da vida moderna, mas não se conseguiu educá-las, Foram dados a elas instrumentos para viverem intensamente, mas não a sensibilidade para os grandes deveres históricos; nelas se inocularam, atropeladamente, o orgulho e o poder dos meios modernos, mas não o espírito. Por isso não se interessam pelo espírito, e as novas gerações dispõe-se a tomar a direção do mundo como se o mundo fosse um paraíso sem pegadas antigas, sem problemas tradicionais e complexos. </p>
<p>[p.82]</p>
<p>&#8220;A REBELIÃO DAS MASSAS&#8221;<br />
José Ortega y Gasset<br />
BIBLIEX<br />
266pp.<br />
(2006)<br />
http://www.bibliex.com.br/job/index.php?id=1&amp;l_id=141</p>
<p>*Agradeço a sugestão!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lusitana antiga liberdade</title>
		<link>http://salterrae.org/2009/08/28/antiga-e-lusitana-liberdade/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 14:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[O nascimento de Portugal:
Bula «Manifestis Probatum» de 23 de Maio de 1179. 
ALEXANDRE, BISPO, SERVO DOS SERVOS DE DEUS, AO CARÍSSIMO FILHO EM CRISTO, AFONSO, ILUSTRE REI DOS PORTUGUESES, E A SEUS HERDEIROS, IN PERPETUUM. 
Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, exterminando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nascimento de Portugal:<br />
Bula «Manifestis Probatum» de 23 de Maio de 1179. </p>
<p>ALEXANDRE, BISPO, SERVO DOS SERVOS DE DEUS, AO CARÍSSIMO FILHO EM CRISTO, AFONSO, ILUSTRE REI DOS PORTUGUESES, E A SEUS HERDEIROS, IN PERPETUUM. </p>
<p>Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão e propagando diligentemente a fé cristã, assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação. Deve a Sé Apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente, em suas justas súplicas, os que a Providência divina escolheu para governo e salvação do povo. Por isso, Nós, atendendo às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, tomamo-la sob a protecção de São Pedro e nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. E para que mais te afervores em devoção e serviço ao príncipe dos apóstolos S. Pedro e à Santa Igreja de Roma, decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e, com a ajuda de Deus, prometemos defender-lha, quanto caiba em nosso apostólico ministério. Continua, pois, a mostrar-te filho caríssimo, tão humilde e devotado à honra e serviço da tua mãe, a Santa Igreja Romana, e a ocupar-te em defender os seus interesses a dilatar a fé cristã de tal modo que esta Sé Apostólica possa alegrar-se de tão devoto e glorioso filho e não duvide da sua afeição. Para significar que o referido reino pertence a São Pedro, determinaste como testemunho de maior reverência pagar anualmente dois marcos de oiro a Nós e aos nossos sucessores. Cuidarás. por isso, de entregar tu e os teus sucessores, ao Arcebispo de Braga pro tempore, o censo que a Nós e a nossos sucessores pertence. Determinamos, portanto, que a nenhum homem seja lícito perturbar temerariamente a tua pessoa ou as dos teus herdeiros e bem assim o referido reino, nem tirar o que a este pertence ou, tirado, retê-lo, diminuí-lo ou fazer-lhe quaisquer imposições. Se de futuro qualquer pessoa eclesiástica ou secular intentar cientemente contra o que dispomos nesta nossa Constituição, e não apresentar satisfação condigna depois de segunda ou terceira advertência, seja privada da dignidade da sua honra e poder, saiba que tem de prestar contas a Deus por ter cometido uma iniquidade, não comungue do sacratíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo nosso divino Senhor e Redentor, e nem na hora da morte se lhe levante a pena. Com todos, porém, que respeitarem os direitos do mesmo reino e do seu rei, seja a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que neste mundo recolham o fruto das boas obras e junto do soberano juiz encontrem o prémio da eterna paz. </p>
<p>Amen. Amen. </p>
<p>Pedro. Paulo. </p>
<p>Alexandre Papa III </p>
<p>(Rota)                                                                                                                  BENE VALETE </p>
<p>Senhor, ensina-me os teus caminhos.</p>
<p>Eu Alexandre, Bispo da Igreja Católica, subscrevi</p>
<p>Eu Ubaldo Bispo de Óstia SS </p>
<p>Eu Teodino Bispo do Porto e de Santa Rufina SS</p>
<p>Eu Pedro Bispo de Frascati SS</p>
<p>Eu Henrique Bispo de Albano SS</p>
<p>Eu Bernardo Bispo de Palestrina SS</p>
<p>Eu João Cardeal presbítero do título dos Santos João e Paulo e de Pamáquio SS</p>
<p>Eu João Cardeal presbítero do título de Santa Anastásia SS</p>
<p>Eu João Cardeal presbítero do título de S. Marcos SS</p>
<p>Eu Pedro Cardeal presbítero do título de Santa Susana SS&gt;</p>
<p>Eu Viviano Cardeal presbítero do título de Santo Estêvão no Monte Celio SS</p>
<p>Eu Cíntio Cardeal presbítero do título de Santa Cecília SS</p>
<p>Eu Hugo Cardeal presbítero do título de S. Clemente SS</p>
<p>Eu Arduino Cardeal presbítero do título de Santa Cruz em Jerusalém SS</p>
<p>Eu Mateus Cardeal presbítero do título de S. Marcelo SS</p>
<p>Eu Jacinto Cardeal diácono do título de Santa Maria em Cosmedína SS</p>
<p>Eu Ardício Cardeal diácono do título de S. Teodoro SS</p>
<p>Eu LaboranaCardeal diácono do título de Santa Maria in Porticu SS</p>
<p>Eu Rainério Cardeal diácono do título de S. Jorge em Velabro SS</p>
<p>Eu Graciano Cardeal diácono do título dos Santos Cosme e Damião SS</p>
<p>Eu João Cardeal diácono do título de Santo Angelo SS</p>
<p>Eu Rainério Cardeal diácono do título de Santo Adriano SS</p>
<p>Eu Mateus Cardeal diácono do título de Santa Maria-a-Nova SS</p>
<p>Eu Bernardo Cardeal diácono do título de S. Nicolau in Carcere Tulliano SS</p>
<p>Dada em Latrão, por mão de Alberto, Cardeal presbítero e Chanceler da Santa Igreja Romana, a 10 das kalendas de Junho [23 de Maio], indicção XI, ano M.C.LXX.VIIII da Encarnação do Senhor e XX do Pontificado do Papa Alexandre III </p>
<p><strong>FONTE: http://www.arqnet.pt/portal/portugal/documentos/manifestis_probatum.html</strong></p>
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		<title>Brejal dos Guajas</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 13:36:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Nas Índias, os governantes chamam-se sátrapas (Sat = assaz e rapio = eu roubo), porque costumam roubar assaz. E este assaz é o que especificou melhor S. Francisco Xavier, dizendo que conjugam o verbo rapio por todos os modos. O que eu posso acrescentar, pela experiência que tenho, é, que não só do cabo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>Nas Índias, os governantes chamam-se sátrapas (Sat = assaz e <em>rapio </em>= eu roubo), porque costumam roubar assaz. E este assaz é o que especificou melhor S. Francisco Xavier, dizendo que conjugam o verbo <em>rapio</em> por todos os modos. O que eu posso acrescentar, pela experiência que tenho, é, que não só do cabo da Boa Esperança para lá, mas também das partes daqui, se usa igualmente a mesma conjugação. Conjugam por todos os modos o verbo <em>rapio</em>; porque furtam por todos os modos da arte, não falando em outros novos e esquisitos, que não conheceu Donato, nem Despautério. </p>
<p>Tanto que aqui chegam, começam a furtar pelo modo indicativo, porque a primeira informação que pedem aos antigos, é que lhes apontem e mostrem os caminhos por onde podem abarcar tudo. </p>
<p>Furtam pelo modo imperativo, porque como têm o mero e misto poder, todo ele aplicam despoticamente às execuções da rapina. </p>
<p>Furtam pelo modo mandativo, porque aceitam quanto lhes mandam; e para que mandem todos, os que não mandam não são aceitos. </p>
<p>Furtam pelo modo optativo, porque desejam quanto lhes parece bem; e gabando as coisas desejadas aos donos delas, por cortesia sem vontade as fazem suas. </p>
<p>Furtam pelo modo conjuntivo, porque ajuntam o seu pouco cabedal com o daqueles que manejam muito; e basta só que ajuntem a sua graça, para serem, quando menos, meeiros na ganância. </p>
<p>Furtam pelo modo potencial, porque sem pretexto, nem cerimônia usam de potência. </p>
<p>Furtam pelo modo permissivo, porque permitem que outros furtem, e estes compram as permissões. </p>
<p>Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre aqui deixam raízes, em que se vão continuando os furtos. </p>
<p>Estes mesmos modos conjugam por todas as pessoas; porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus auxiliares e as terceiras, quantas para isso têm industria e consciência. </p>
<p>Furtam juntamente por todos os tempos, porque o presente (que é o seu tempo) colhem quanto dá de si o mandato; e para incluírem no presente o pretérito e futuro, do pretérito desenterram crimes, de que vendem os perdões e dívidas esquecidas, de que se pagam inteiramente; e do futuro empenham as rendas, e antecipam os contratos, com que tudo o caído, e não caído lhe vem cair nas mãos. </p>
<p>Finalmente, nos mesmos tempos não lhes escapam os imperfeitos, perfeitos, <em>plusquam</em> perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtaram, furtavam, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. </p>
<p>Em suma que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar para furtar. </p>
<p>E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e o miserável povo suportado toda a passiva, eles, como se tiveram feito grandes serviços, tornam a seus Estados carregados de despojos e ricos; e ele fica roubado, e consumido. </p>
<p>É certo que o Governo não quer isto, antes mandam em seus Ministros tudo o contrário; mas como as patentes se dão aos gramáticos destas conjugações tão peritos, ou tão espertos nelas; que outros efeitos se podem esperar dos seus governos? Cada mandato destes em própria significação vem a ser uma licença geral in scriptis, ou um passaporte para furtar</p>
<p><strong>Autor: Padre Antônio Vieira, S.J.<br />
Imperador da língua Portuguesa.</strong></p>
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		<title>Dobradiça</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 20:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Virtude é um hábito que faz bom aquele que a tem e faz boas as suas obras. Por “hábito&#8221;, Tomás entende certa aptidão e agilidade adquiridas para agir bem em determinada direção, isto, é, o hábito dispõe adequadamente a nossa vontade (S.Th. I-II, q.50, a.5). Uma vez estabelecido o hábito, passa-se a agir “pronta e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Virtude é um hábito que faz bom aquele que a tem e faz boas as suas obras. Por “hábito&#8221;, Tomás entende certa aptidão e agilidade adquiridas para agir bem em determinada direção, isto, é, o hábito dispõe adequadamente a nossa vontade (S.Th. I-II, q.50, a.5). Uma vez estabelecido o hábito, passa-se a agir “pronta e prazeirosamente”. Longa tradição nos fala especialmente de quatro virtudes, ditas &#8220;cardeais&#8221; (prudência, justiça, fortaleça e temperança); cardeal vem do latim cardus (gonzo, dobradiça), tomado no sentido de que toda a vida moral gira em torno dessas virtudes.</p>
<p>S.Th. : Suma de Teologia, Tomás de Aquino</p>
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		<title>&#8220;A mais bela, a mais ardente, a mais apta a excitar em nós o amor&#8221; (Pio XII)</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 13:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[20 de agosto: São Bernardo


E agora apraz-Nos, veneráveis irmãos, propor à meditação de todos aquela página, que, sobre os louvores à virgem Mãe de Deus, é talvez a mais bela, a mais ardente, a mais apta a excitar em nós o amor para com ela e a mais útil para fomentar a piedade e para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>20 de agosto: São Bernardo</p>
<p><strong></p>
<blockquote>
<p>E agora apraz-Nos, veneráveis irmãos, propor à meditação de todos aquela página, que, sobre os louvores à virgem Mãe de Deus, é talvez a mais bela, a mais ardente, a mais apta a excitar em nós o amor para com ela e a mais útil para fomentar a piedade e para imitar os seus exemplos de virtude: </p>
<p>&#8220;&#8230;Chama-se estrela do mar, e o nome é bem apropriado à Virgem Mãe. Ela na verdade é comparada muito justamente a uma estrela; porque assim como a estrela emite os seus raios, sem se corromper, assim também a Virgem dá à luz o seu Filho sem lesar a sua integridade. Os raios não diminuem a claridade à estrela, nem o Filho à Virgem a sua integridade. Ela é, portanto, aquela nobre estrela que nasceu de Jacó, cujos raios iluminam todo o universo, cujo esplendor brilha no céu e penetra no inferno&#8230; É ela, digo, a estrela preclara e exímia, erguida necessariamente sobre este grande e largo mar, que ilumina com os seus méritos e ilustra com seus exemplos. Oh! tu, quem quer que sejas, que te vês mais flutuar à mercê das ondas neste mundo em tempestade do que andar sobre a terra; não tires os olhos do fulgor dessa estrela, se não queres ser submergido pelas tempestades. Se se levantarem os ventos das tentações, se topares nos escolhos das tribulações, olha para a estrela, invoca Maria. Se fores arremessado pelas ondas da soberba, da ambição, da murmuração e da inveja: olha para a estrela, invoca Maria. Se a ira, a avareza ou as atrações da carne sacudirem a barquinha da alma: olha para Maria. Se, perturbado pela enormidade do pecado, cheio de confusão pela fealdade da consciência, cheio de medo pelo horror do juízo, começares a ser devorado pelos abismos da tristeza e do desespero: pensa em Maria. Nos perigos, nas aflições, nas incertezas, pensa em Maria, invoca Maria. Que ela não se afaste da tua boca nem do teu coração; e para obter o auxílio da sua oração, nunca deixes o exemplo da sua vida. Se a segues, não te podes perder; se a invocas, não podes desesperar; se pensas nela, não te podes enganar. Se ela te ampara, não cais; se te protege, não tens que temer; se te guia, não te cansas; se te é propícia, chegas ao fim&#8230;&#8221;. (São Bernardo, Hom.11 super &#8220;Missus est&#8221;,17; PL 183, 70BCD, 71A). </p>
<p>CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII<br />
DOCTOR MELLIFLUUS<br />
SOBRE O VIII CENTENÁRIO DA MORTE DE<br />
SÃO BERNARDO DE CLARAVAL</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Whether Christ should have committed His doctrine to writing?</title>
		<link>http://salterrae.org/2009/08/18/whether-christ-should-have-committed-his-doctrine-to-writing/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 00:14:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Summa Theologiae, III, q.42, a.4 c

I answer that, It was fitting that Christ should not commit His doctrine to writing. First, on account of His dignity: for the more excellent the teacher, the more excellent should be his manner of teaching. Consequently it was fitting that Christ, as the most excellent of teachers, should adopt [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Summa Theologiae, III, q.42, a.4 c</p>
<blockquote>
<p>I answer that, It was fitting that Christ should not commit His doctrine to writing. First, on account of His dignity: for the more excellent the teacher, the more excellent should be his manner of teaching. Consequently it was fitting that Christ, as the most excellent of teachers, should adopt that manner of teaching whereby His doctrine is imprinted on the hearts of His hearers; wherefore it is written (Matthew 7:29) that &#8220;He was teaching them as one having power.&#8221; And so it was that among the Gentiles, Pythagoras and Socrates, who were teachers of great excellence, were unwilling to write anything. For writings are ordained, as to an end, unto the imprinting of doctrine in the hearts of the hearers. </p>
<p>Secondly, on account of the excellence of Christ&#8217;s doctrine, which cannot be expressed in writing; according to John 21:25: &#8220;There are also many other things which Jesus did: which, if they were written everyone, the world itself, I think, would not be able to contain the books that should be written.&#8221; Which Augustine explains by saying: &#8220;We are not to believe that in respect of space the world could not contain them . . . but that by the capacity of the readers they could not be comprehended.&#8221; And if Christ had committed His doctrine to writing, men would have had no deeper thought of His doctrine than that which appears on the surface of the writing. </p>
<p>Thirdly, that His doctrine might reach all in an orderly manner: Himself teaching His disciples immediately, and they subsequently teaching others, by preaching and writing: whereas if He Himself had written, His doctrine would have reached all immediately. </p>
<p>Hence it is said of Wisdom (Proverbs 9:3) that &#8220;she hath sent her maids to invite to the tower.&#8221; It is to be observed, however, that, as Augustine says (De Consensu Evang. i), some of the Gentiles thought that Christ wrote certain books treating of the magic art whereby He worked miracles: which art is condemned by the Christian learning. &#8220;And yet they who claim to have read those books of Christ do none of those things which they marvel at His doing according to those same books. Moreover, it is by a Divine judgment that they err so far as to assert that these books were, as it were, entitled as letters to Peter and Paul, for that they found them in several places depicted in company with Christ. No wonder that the inventors were deceived by the painters: for as long as Christ lived in the mortal flesh with His disciples, Paul was no disciple of His.&#8221; </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Avareza</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 23:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[A avareza “é o amor exagerado de possuir riquezas”, avaritia est superfluus amor habendi divitias (S.Th. II-II, q.118, a.8 c) ou “avidez de possuir qualquer bem criado” (S.Th. I, q.63, a.2 ad2). É um dos vícios mais estranhos, pois o avarento quer sobretudo sentir-se dono de riquezas, à semelhança de alguns gulosos que não querem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A avareza “é o amor exagerado de possuir riquezas”, <em>avaritia est superfluus amor habendi divitias</em> (S.Th. II-II, q.118, a.8 c) ou “avidez de possuir qualquer bem criado” (S.Th. I, q.63, a.2 ad2). É um dos vícios mais estranhos, pois o avarento quer sobretudo sentir-se dono de riquezas, à semelhança de alguns gulosos que não querem se saciar, mas saborear (S.Th. II-II, q.118, a.6 c). Tomás não perdeu a oportunidade de desmascarar essa deformidade espiritual. Diz ele: a avareza é “um pecado torpe” (a.5 c); é “o veneno da caridade” (a.5 ad2); é “própria dos fracos” (a.5 ad3); é “comparável à idolatria” (a.5 ad4); é “diabólica” (a.6 ad3). Enquanto desejo de posse, a avareza pode infectar até mesmo os pobres. </p>
<p>S.Th.: <em>Suma de Teologia</em>, Tomás de Aquino</p>
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		<title>Santo Tomás de Aquino</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 23:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“O dom da ciência diz respeito ao adequado juízo sobre as criaturas, porque, por vezes, alguns se afastam de Deus por causa delas, conforme diz a Escritura: as criaturas tornaram-se abominação e laço para os pés dos insensatos (Sb 14, 11), isto é, para os que não as julgam corretamente e estimam haver nelas um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O dom da ciência diz respeito ao adequado juízo sobre as criaturas, porque, por vezes, alguns se afastam de Deus por causa delas, conforme diz a Escritura: <em>as criaturas tornaram-se abominação e laço para os pés dos insensatos</em> (Sb 14, 11), isto é, para os que não as julgam corretamente e estimam haver nelas um bem perfeito. Por isso, ao constituírem nas criaturas a finalidade [da sua vida], pecam e perdem o verdadeiro bem. E este perigo se reconhece (&#8230;) pelo dom da ciência” (S.Th. II-II, q.9, a.4 c)</p>
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		<title>Santo Inácio de Loyola</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 23:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O homem foi criado para louvar,
reverenciar e servir a Deus Nosso Senhor,
e mediante isto,
salvar a sua alma&#8221;.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O homem foi criado para louvar,<br />
reverenciar e servir a Deus Nosso Senhor,<br />
<strong>e mediante isto</strong>,<br />
salvar a sua alma&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Wilfrid Faber (1814-1863)</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 23:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Why did I come here? Not to spend a lazy life, not to have pleasant companions, congenial duties, or a home without temptations. All these things I turned my back upon, when I turned my back upon the world. I came here that I might love God fervently, and  nothing but God &#8211; to [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Why did I come here? Not to spend a lazy life, not to have pleasant companions, congenial duties, or a home without temptations. All these things I turned my back upon, when I turned my back upon the world. I came here that I might love God fervently, and  nothing but God &#8211; to rehearse now what I hope will be my blessed occupation in heaven for all eternity &#8211; to learn to mortify myself by continual mortifications and incessant prayer &#8211; to sanctify myself first of all, and then to try and save souls for Jesus.</p>
<p>May the grace of God preserve me from &#8211;<br />
A comfort-loving life,<br />
An unrestrained tongue,<br />
A dissipated mind,<br />
An unexamined conscience,<br />
Slothful prayers,<br />
Slovenly sacraments,<br />
An esteem of myself, and<br />
A love of anything short of God.   Amen.&#8221;</p>
<p>(<em>Notes on Community Life in the Oratory</em>)</p>
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		<title>Christ did endure every human suffering (III, q.45, a.6 c)</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 18:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Christ did endure every human suffering. This admits of a threefold acceptance. 
First of all, on the part of men: for He endured something from Gentiles and from Jews; from men and from women, as is clear from the women servants who accused Peter. He suffered from the rulers, from their servants and from the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>Christ did endure every human suffering. This admits of a threefold acceptance. </p>
<p>First of all, on the part of men: for He endured something from Gentiles and from Jews; from men and from women, as is clear from the women servants who accused Peter. He suffered from the rulers, from their servants and from the mob, according to Psalm 2:1-2: &#8220;Why have the Gentiles raged, and the people devised vain things? The kings of the earth stood up, and the princes met together, against the Lord and against His Christ.&#8221; He suffered from friends and acquaintances, as is manifest from Judas betraying and Peter denying Him. </p>
<p>Secondly, the same is evident on the part of the sufferings which a man can endure. <strong>For Christ suffered from friends abandoning Him; in His reputation, from the blasphemies hurled at Him; in His honor and glory, from the mockeries and the insults heaped upon Him</strong>; in things, for He was despoiled of His garments; in His soul, from sadness, weariness, and fear; in His body, from wounds and scourgings. </p>
<p>Thirdly, it may be considered with regard to His bodily members. In His head He suffered from the crown of piercing thorns; in His hands and feet, from the fastening of the nails; on His face from the blows and spittle; and from the lashes over His entire body. Moreover, He suffered in all His bodily senses: in touch, by being scourged and nailed; in taste, by being given vinegar and gall to drink; in smell, by being fastened to the gibbet in a place reeking with the stench of corpses, &#8220;which is called Calvary&#8221;; in hearing, by being tormented with the cries of blasphemers and scorners; in sight, by beholding the tears of His Mother and of the disciple whom He loved. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os novíssimos</title>
		<link>http://salterrae.org/2009/08/10/os-novissimos/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 21:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Morte / Juízo / Inferno / Paraíso
Nolite errare, Deus non irridetur. (Gálatas 6,7)
Quae enim seminaverit homo, haec et metet; 
Não queirais errar; de Deus não se zomba.
porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Morte / Juízo / Inferno / Paraíso</p>
<p>Nolite errare, Deus non irridetur. (Gálatas 6,7)<br />
Quae enim seminaverit homo, haec et metet; </p>
<p>Não queirais errar; de Deus não se zomba.<br />
porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ex occidente frux</title>
		<link>http://salterrae.org/2009/08/10/ex-occidente-frux/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 18:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omayr José de Moraes Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Vcs que moram no Rio (ou não), não deixem de visitar o novo sebo de Copacabana. O livreiro Jayme Chaves, um amigo vintenário, anda sempre a garimpar preciosidades tomistas e atomistas. 
Abasteça-se no blog pro ocidente.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Vcs que moram no Rio (ou não), não deixem de visitar o novo sebo de Copacabana. O livreiro Jayme Chaves, um amigo vintenário, anda sempre a garimpar preciosidades tomistas e atomistas. </p>
<p>Abasteça-se no <a href="http://ocidentelivrosusados.blogspot.com/2009/08/blog-post_09.html">blog pro ocidente</a>.</strong></p>
]]></content:encoded>
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