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Omayr José de Moraes Júnior

Date

setembro 15th, 2009

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Ortega y Gasset

Nas escolas que foram motivo de orgulho para o século passado [século XIX], não foi possível fazer mais do que ensinar às massas técnicas da vida moderna, mas não se conseguiu educá-las, Foram dados a elas instrumentos para viverem intensamente, mas não a sensibilidade para os grandes deveres históricos; nelas se inocularam, atropeladamente, o orgulho e o poder dos meios modernos, mas não o espírito. Por isso não se interessam pelo espírito, e as novas gerações dispõe-se a tomar a direção do mundo como se o mundo fosse um paraíso sem pegadas antigas, sem problemas tradicionais e complexos.

[p.82]

“A REBELIÃO DAS MASSAS”
José Ortega y Gasset
BIBLIEX
266pp.
(2006)
http://www.bibliex.com.br/job/index.php?id=1&l_id=141

*Agradeço a sugestão!

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Author

Omayr José de Moraes Júnior

Date

fevereiro 4th, 2009

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CROWFORD

Introduction

If a scholar wishes to create a picture of a modern society in all its aspects, there is little of what he needs to know that he cannot find out, although there may still be much that he cannot understand. For the history of Greece and Rome, there is a great deal which is simply unknowable.

Towards the end of the Archaic age of Greece, there devel­oped the writing of works of history which are recognisably the ancestors of those written today; from this point on there is an unbroken sequence of works by Greek and, later, Roman historians down to the end of antiquity. The investigation and characterisation of this historiographical tradition is among the first tasks which face a modern historian of the ancient world. But only a tiny part of what once existed survived the wreck of that world; in addition, the range of interest of historians in antiquity was rather narrow and it was limited, with a few exceptions, to political history; even where their interest was wider, they took for granted much that we wish to know, on economic conditions and even on political insti­tutions. Moreover, there was a general tendency to explain all human actions largely in moral terms.

Much may, of course, also be learned from literary works besides the historical – epic poetry, tragic or comic plays, speeches, philosophical treatises, personal poetry; but many of these works are like histories, the product of a restricted social class and share its limited vision, although they may also be unconsciously revealing of its assumptions and preconcep­tions.

Furthermore, the literary products of the Graeco-Roman world are in varying degrees alien to us and pose considerable problems of interpretation, quite apart from the difficulties caused by overt or covert bias; the inferences which a historian may make on the basis of these texts must be controlled by knowledge of the intellectual traditions from which they spring.

But even if this and other difficulties (notably linguistic) in handling ancient sources are surmounted, the problem remains of how to mitigate the effect of the limited range of interest of ancient authors and of the loss of much of what they did produce. Some help may be derived from the documentary material produced in antiquity, ranging from long texts to tiny seal impressions, material which was the product of officials organising public activities, or heads of families organising their affairs, or individuals leaving their mark on the world. Such material was often inscribed on stone or bronze or other durable substance; much of it has avoided destruction and is indeed being discovered in increasing quantities. In Egypt, because of the dry climate, many documents written on papyrus have survived. These texts, often fragmentary and hard to understand, may nonetheless enormously deepen our knowledge of the ancient world.

Beyond this, the evidence of archaeology and numismatics may also be very relevant; the sites of ancient settlements and the objects excavated there provide a great deal of information on the material culture of Greek and Roman society; coins survive in enormous numbers from about 600 BC onwards and, because they were produced by ancient states and functioned in an economic context, they provide evi­dence of particular significance for an important aspect of the ancient world which is also ill understood.

But even with all the available explicit evidence put to use, there is a long way to go; and in discussing the sources for ancient history it must be remembered that often the most important evidence is that drawn from the well-documented practice of another age or society. The Mediterranean world of the Greek and Roman periods can be seen to resemble Mediterranean societies of a later age, in some areas even of our own, for the lands and their climates have changed little.

In all this, it is important to approach the ancient world with questions and directions of research in mind, since mere accumulation of material or parallels is rarely rewarding. In this context, one can go far beyond the largely moral categories of explanation common in antiquity, though one must always be careful not to impose modern categories or preconceptions on a very alien world. This caution is particu­larly important where our suggested explanation involves the attribution of motives; the thought structure of the ancients was very different from our own.

Above all, one must remember that the ancient world in its various phases was a complex society; it is necessary to learn to think in correlates; an explanation of one event, be it never so ingenious, is of no use if it involves impossible conse­quences elsewhere in the structure.

SOURCES OF ANCIENT HISTORY

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Author

Omayr José de Moraes Júnior

Date

janeiro 6th, 2009

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Sobre anjos, macacos e ratos.

[Servindo-se de uma alegoria, Gilberto de Tournai (+1284) diz que] Raquel representa a razão e a verdade; Lia, o amor e a virtude. Assim como Jacó recebeu Lia antes de Raquel, assim as boas ações levam à sabedoria, a razão une-se à imaginação e a sensibilidade ao amor. Os filhos de Lia e de sua escrava Zelfa simbolizam as exigências da virtude, e os de Raquel e os de sua escrava Bala, os requisitos da reta razão. José representa o ânimo instruído, que leva no perfeito conhecimento de si próprio, e Benjamim é o símbolo da contemplação. Por conseguinte, o ideal da formação é conseguir chegar a ser como Benjamim. Esse ideal proposto por Ricardo de S.Vítor prepondera nos escritos pedagógicos de Gilberto de Tournai, desde a “Carta sobre a Virgindade” até ao “De Modo Addiscendi”.

Sto. Tomás de Aquino, embora fosse mestre de teologia como Gilberto de Tournai, e homem de intensa vida interior, bem como religioso exemplar, teve outra disposição mental, e uma visão mais ampla e mais precisa dos modos de ser e dos níveis da existência. Se o fim último para a razão humana é a contemplação da verdade ircriada, nem por isso clo deixa do analisar com perícia a natureza do intelecto, e de reconhecer com justiça o dever que tem o homem de cultivar a inteligência, semelhança divina impressa em sua natureza. Nem Gilberto nem Sto. Tomás poderiam tratar de edu cação, como um pedagogo naturalista do século XX, que ignora a existência de Deus em suas obras, e vê mais semelhança, do ponto de vista intelectual, entre o homem, os macacos e os ratos, do que os autores medievais entre o homem e os seres angélicos. Quando Gilberto se refere aos exercícios da razão, no capítulo XX da quarta parte do “De Modo Addiscendi”, fala apenas de considerar a condição das criaturas, do conhecimento que o homem deve ter de si mesmo e da contemplação do Criador. Sto. Tomás vê o exercício da razão nos atos de intelecção, através dos quais o estudioso adquire conhecimentos teóricos e práticos, desenvolvendo as virtudes dianoéticas e éticas. “Se queres aprender as artes e entender, diz Gilberto, é necessário reunir os pensamentos e penetrar na habitação pura da mente, onde a verdade logo se manifesta aos que a consultam”. Conforme Sto. Tomás no “De magistro”, quem aprende, raciocina a partir dos primeiros princípios, com os quais confronta as conclusões que vai obtendo por meio do estudo, de forma que é a própria luz do intelecto pessoal que dissipa as trevas da ignorância e desfaz as nuvens da incerteza. Aliás, em tal sentido a doutrina de Sto. Tomás constitui, ainda hoje, um seguro antídoto contra a renovação profana da doutrina da iluminação, bem como da concepção do intelecto agente ou possível, comum à espécie humana. Essa restauração inconsciente, mas nítida para um bom observador, transparece na atitude de subserviência intelectual à mirabolante verdade, proposta por certos líderes carismáticos (*) em obras que são cultuadas como “livros sagrados”. De acordo com tal orientação, os pobres mortais só podem perceber a verdade, se forem iluminados pela mente superior do chefe, e o gênero humano deveria pensar de mo do unânime, como se existisse apenas um intelecto possível, já que tôda a luz provém da Inteligência separada e distante das turbas. Se Gilberto, para nosso gosto, faz indicações tão parcas a respeito do exercício da razão, nem por isso deixa de apontar os meios práticos para cultivá-la, ao tratar do desenvolvimento do engenho, sendo este, afinal, a própria razão que se manifesta em qualquer pessoa bem dotada.

(NUNES, Ruy. “A formação intelectual segundo Gilberto de Tournai”. Tese de livre-docência da Cadeira de História e Filosofia da Educação apresentada à FFLCH-USP em 1969)

(*) parece-nos uma velada alusão ao abominável Paulo Freire.

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Omayr José de Moraes Júnior

Date

julho 21st, 2008

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Não o mais difícil, mas o melhor

Os atos de virtude realizados com pouca caridade têm valor meritório débil e remisso por mais duros e penosos que sejam. Por outro lado, os atos de virtude realizados com forte afeto e caridade têm grande valor meritório e perfeição, por mais fácies e simples que sejam. Por isso, a menor ação de Cristo ou de Maria tinham valor incomensuravelmente maior que o martírio de qualquer Santo. Pois, para o mérito e a virtude importa mais o bem que a dificuldade; assim, nem sempre o mais difícil é o mais meritório: é preciso que seja também o melhor (Tomás de Aquino. II-II, q.27, 8; III Sent. d.30, a.3 et 4 ad 3; De virtutibus q.2, a.8 ad4)

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Omayr José de Moraes Júnior

Date

junho 11th, 2008

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UCLA, Turquia e Aznavour (sobre o genocídio armênio)

PAÍS FAZ LOBBY PARA “APAGAR” GENOCÍDIO ARMÊNIO.

Os esforços feitos pela Turquia para apagar a memória do genocídio dos Armênios sofreram um revés nos EUA. A Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) recusou-se a permitir que Ancara financie uma cadeira de “estudos otomanos” porque o governo turco condicionara doação de US$ 1 milhão à exigência de que os acadêmicos ignorem o massacre ocorrido em 1915.

O banho de sangue ocorreu em 1915, quando centenas de milhares de homens armênios foram massacrados pelas forças turcas, enquanto suas mulheres e seus filhos foram despachados em número igual para o deserto sírio para morrerem nas mãos de estupradores ou da polícia turca. É um fato histórico aceito como tal em todos os países, menos a Turquia.

No deserto da região que é hoje o norte da Síria os turcos até inventaram a primeira câmara de gás do mundo: uma caverna subterrânea na qual encerraram milhares de prisioneiros e para a qual policiais turcos canalizaram fumaça, para completar o genocídio.

A reação da UCLA deve ter sido um choque para os Turcos. Afinal eles fizeram doações às universidades de Princeton, Georgetown, Indiana e Chicago, com exigências quase idênticas: que os acadêmicos que ocupam a cadeira devem usar arquivos turcos e manter “relações estreitas e cordiais com círculos acadêmicos na Turquia”.

Qualquer estudioso que admita o Holocausto armênio não poderá ter relação cordial com acadêmicos turcos, muito menos obter acesso a arquivos otomanos. Assim, quando a UCLA recusou a oferta de Ancara, criou um precedente.

O embaixador turco nos EUA, Nuzhet Kandemir, já havia pago um quarto do valor total de US$ 1 milhão para uma cadeira no departamento de história da UCLA.

Mas acadêmicos armênios imediatamente apontaram que o acesso aos arquivos otomanos é rigidamente controlado pela Turquia, além de ser negado a qualquer pessoa que critique o tratamento dado pelos Turcos aos Armênios ou às violações dos direitos humanos hoje cometidas no país.

A seguir, o embaixador Kandemir foi identificado como tendo sido o diplomata que enviou cartas a organizações judaicas, afirmando que o Holocausto armênio, diferentemente do extermínio dos Judeus por Hitler, foi falso.

Consta que Hitler, antes de dar início ao genocídio dos Judeus da Europa, teria perguntado:”Quem ainda se lembra dos Armênios?”

Até 1920, estimados 1,5 milhão de Armênios haviam morrido. Os Turcos afirmam que foram vítimas de uma guerra civil.

Quando a UCLA primeiro aceitou a oferta turca (lamentavelmente, as discussões iniciais foram mantidas a portas fechadas), o campus foi invadido por uma enxurrada de abaixo-assinados.

Um deles, assinado por 57 acadêmicos e escritores, condena a proposta porque “o governo turco proíbe a liberdade intelectual, exclui investigações sobre o país e sua história, encarcera seus intelectuais e possui um dos piores históricos de violações de direitos humanos do mundo atual”.

Um abaixo-assinado criticando a criação da cadeira foi assinado pelos escritores Norman Mailer, Kurt Vonnegut, Artur Miller e Susan Sontag. O corpo docente rejeitou a doação turca por uma margem estreita de votos: 18 a 17.

FONTE http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1977&Itemid=25

ILS SONT TOMBÉS

Charles Aznavour

http://br.youtube.com/watch?v=wIVKND4Jm40&feature=related

Ils sont tombés sans trop savoir pourquoi
Hommes, femmes et enfants qui ne voulaient que vivre
Avec des gestes lourds comme des hommes ivres
Mutilés, massacrés les yeux ouverts d’effroi
Ils sont tombés en invoquant leur Dieu
Au seuil de leur église ou le pas de leur porte
En troupeaux de désert titubant en cohorte
Terrassés par la soif, la faim, le fer, le feu

Nul n’éleva la voix dans un monde euphorique
Tandis que croupissait un peuple dans son sang
L’ Europe découvrait le jazz et sa musique
Les plaintes de trompettes couvraient les cris d’enfants
Ils sont tombés pudiquement sans bruit
Par milliers, par millions, sans que le monde bouge
Devenant un instant minuscules fleurs rouges
Recouverts par un vent de sable et puis d’oubli

Ils sont tombés les yeux pleins de soleil
Comme un oiseau qu’en vol une balle fracasse
Pour mourir n’importe où et sans laisser de traces
Ignorés, oubliés dans leur dernier sommeil
Ils sont tombés en croyant ingénus
Que leurs enfants pourraient continuer leur enfance
Qu’un jour ils fouleraient des terres d’espérance
Dans des pays ouverts d’hommes aux mains tendues

Moi je suis de ce peuple qui dort sans sépulture
Qu’a choisi de mourir sans abdiquer sa foi
Qui n’a jamais baissé la tête sous l’injure
Qui survit malgré tout et qui ne se plaint pas
Ils sont tombés pour entrer dans la nuit
Éternelle des temps au bout de leur courage
La mort les a frappés sans demander leur âge
Puisqu’ils étaient fautifs d’être enfants d’Arménie

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Author

Omayr José de Moraes Júnior

Date

março 30th, 2008

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Covardia

Sobre o filme o filme “Fitna”, de Gert Wilders*

«O conteúdo do filme parece idealizado para ofender a sensibilidade religiosa de muçulmanos na Holanda, na Europa e no mundo» (Hans Gert Poettering, presidente do parlamento europeu)

É verdade. Mas detestável mesmo é que o maldito, ridículo e abomínável “parlamento” “europeu” jamais protestou contra as verdadeiras blasfêmias midiáticas contra a imaculada e adorável Pessoa do Unigênito Filho de Deus Nosso Senhor JESUS CRISTO.

* fascistóide sem-vergonha que pretende “salvar” a “europa” à margem da civilização cristã.