UCLA, Turquia e Aznavour (sobre o genocídio armênio)

PAÍS FAZ LOBBY PARA “APAGAR” GENOCÍDIO ARMÊNIO.

Os esforços feitos pela Turquia para apagar a memória do genocídio dos Armênios sofreram um revés nos EUA. A Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) recusou-se a permitir que Ancara financie uma cadeira de “estudos otomanos” porque o governo turco condicionara doação de US$ 1 milhão à exigência de que os acadêmicos ignorem o massacre ocorrido em 1915.

O banho de sangue ocorreu em 1915, quando centenas de milhares de homens armênios foram massacrados pelas forças turcas, enquanto suas mulheres e seus filhos foram despachados em número igual para o deserto sírio para morrerem nas mãos de estupradores ou da polícia turca. É um fato histórico aceito como tal em todos os países, menos a Turquia.

No deserto da região que é hoje o norte da Síria os turcos até inventaram a primeira câmara de gás do mundo: uma caverna subterrânea na qual encerraram milhares de prisioneiros e para a qual policiais turcos canalizaram fumaça, para completar o genocídio.

A reação da UCLA deve ter sido um choque para os Turcos. Afinal eles fizeram doações às universidades de Princeton, Georgetown, Indiana e Chicago, com exigências quase idênticas: que os acadêmicos que ocupam a cadeira devem usar arquivos turcos e manter “relações estreitas e cordiais com círculos acadêmicos na Turquia”.

Qualquer estudioso que admita o Holocausto armênio não poderá ter relação cordial com acadêmicos turcos, muito menos obter acesso a arquivos otomanos. Assim, quando a UCLA recusou a oferta de Ancara, criou um precedente.

O embaixador turco nos EUA, Nuzhet Kandemir, já havia pago um quarto do valor total de US$ 1 milhão para uma cadeira no departamento de história da UCLA.

Mas acadêmicos armênios imediatamente apontaram que o acesso aos arquivos otomanos é rigidamente controlado pela Turquia, além de ser negado a qualquer pessoa que critique o tratamento dado pelos Turcos aos Armênios ou às violações dos direitos humanos hoje cometidas no país.

A seguir, o embaixador Kandemir foi identificado como tendo sido o diplomata que enviou cartas a organizações judaicas, afirmando que o Holocausto armênio, diferentemente do extermínio dos Judeus por Hitler, foi falso.

Consta que Hitler, antes de dar início ao genocídio dos Judeus da Europa, teria perguntado:”Quem ainda se lembra dos Armênios?”

Até 1920, estimados 1,5 milhão de Armênios haviam morrido. Os Turcos afirmam que foram vítimas de uma guerra civil.

Quando a UCLA primeiro aceitou a oferta turca (lamentavelmente, as discussões iniciais foram mantidas a portas fechadas), o campus foi invadido por uma enxurrada de abaixo-assinados.

Um deles, assinado por 57 acadêmicos e escritores, condena a proposta porque “o governo turco proíbe a liberdade intelectual, exclui investigações sobre o país e sua história, encarcera seus intelectuais e possui um dos piores históricos de violações de direitos humanos do mundo atual”.

Um abaixo-assinado criticando a criação da cadeira foi assinado pelos escritores Norman Mailer, Kurt Vonnegut, Artur Miller e Susan Sontag. O corpo docente rejeitou a doação turca por uma margem estreita de votos: 18 a 17.

FONTE http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1977&Itemid=25

ILS SONT TOMBÉS

Charles Aznavour

http://br.youtube.com/watch?v=wIVKND4Jm40&feature=related

Ils sont tombés sans trop savoir pourquoi
Hommes, femmes et enfants qui ne voulaient que vivre
Avec des gestes lourds comme des hommes ivres
Mutilés, massacrés les yeux ouverts d’effroi
Ils sont tombés en invoquant leur Dieu
Au seuil de leur église ou le pas de leur porte
En troupeaux de désert titubant en cohorte
Terrassés par la soif, la faim, le fer, le feu

Nul n’éleva la voix dans un monde euphorique
Tandis que croupissait un peuple dans son sang
L’ Europe découvrait le jazz et sa musique
Les plaintes de trompettes couvraient les cris d’enfants
Ils sont tombés pudiquement sans bruit
Par milliers, par millions, sans que le monde bouge
Devenant un instant minuscules fleurs rouges
Recouverts par un vent de sable et puis d’oubli

Ils sont tombés les yeux pleins de soleil
Comme un oiseau qu’en vol une balle fracasse
Pour mourir n’importe où et sans laisser de traces
Ignorés, oubliés dans leur dernier sommeil
Ils sont tombés en croyant ingénus
Que leurs enfants pourraient continuer leur enfance
Qu’un jour ils fouleraient des terres d’espérance
Dans des pays ouverts d’hommes aux mains tendues

Moi je suis de ce peuple qui dort sans sépulture
Qu’a choisi de mourir sans abdiquer sa foi
Qui n’a jamais baissé la tête sous l’injure
Qui survit malgré tout et qui ne se plaint pas
Ils sont tombés pour entrer dans la nuit
Éternelle des temps au bout de leur courage
La mort les a frappés sans demander leur âge
Puisqu’ils étaient fautifs d’être enfants d’Arménie

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