“Against the modern world”, por um primo distante.


Caríssimo,

Creio que já está tudo por se consumar. Tive acesso ao livro “Against the modern world”, cuja resenha você nos enviou há um tempo. Parece que tudo se dá exatamente tal como foi descrito ali: primeiro, foram enviados ao Ocidente gurus amalucados para incumbir-se da pars destruens: Ali Shas, Gurdjieffs, Blavastkis etc. Até o fundador do partido nacional-socialista da Alemanha era gente dessa turma, membro oficial de uma tarica. Secularizaram ou amoleceram alguns dos nossos melhores miolos. Depois vem a pars construens para preencher o vazio: o maciço avanço islâmico agora em curso na Europa. O qual, diga-se, vem também em duas versões: integral ou diet, fanática ou esclarecida, intolerante ou guenoniana. Assustados com a primeira, os europeus cairão felizes nos braços da segunda.

Há quem diga que todos esses grupos foram enviados à Europa pelas mesmíssimas pessoas, como etapas diferentes de um mesmíssimo plano. Há quem diga que Guénons e Schuons são “grandes homens espirituais”; que, ante a barbárie generalizada do esquerdismo secular, o Islã surge como uma boa opção; que nada há de errado no fato de todos esses “perenialistas” falarem mal o tempo todo da primeira geração de gurus, na verdade seus colegas de plano civilizacional; que é inteiramente normal eles levantarem o dedo acusador contra a decadência espiritual que eles próprios causaram; que não é absolutamente repreensível que todos eles ajam às escondidas, cumprindo uma agenda inconfessável, cheios de dissimulação, vidas duplas, posições públicas em que não acreditam etc. Há quem diga que muitos membros de taricas são dispensados de viver publicamente como muçulmanos para que possam melhor desempenhar seus papéis e minar resistências desde dentro; que o príncipe Charles é um desses membros discretos, e que esse também seria o caso do arcebispo anglicano de Cantebury.

Enfim. Em tudo isso há, como diz o autor da resenha do “Against the modern world”, o risco de criarmos uma certa paranóia. A situação fica verdadeiramente confusa quando tantos dos principais elementos em jogo são ocultos.

Rezemos, meu caro. É o próprio Cristo quem pode nos salvar. As trevas não resistem à presença da Luz.

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