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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 29th, 2007

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Enriqueça seu vernáculo: sinônimos de emBÓFia

Artifício
Artimanha
Bacorada
Bazófia
Calinada
Embaimento
Embeleco
Empáfia
Impostura
Inchação
Orgulho
Patarada
Patranha
Parvônia
Pacovice
Peta
Presunção
Prosápia
Soberba
Vaidade

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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 26th, 2007

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“Tudo é símbolo e analogia” ?

Na saúde do corpo

O constante intercâmbio entre substâncias [corporais] contrárias é explicado por Anaximandro numa metáfora legalista derivada da sociedade humana : a prevalência de uma substância à custa do seu contrário é injustiça, e a reação verifica-se através da aplicação do castigo, com a restauração da igualdade – de algo mais que igualdade, porquanto o prevaricador fica, também, privado de parte da sua substância original.

(KIRK, G.S., RAVEN, J.E., SCHOFIELD, M., Os Filósofos pré-socráticos, Lisboa, Calouste Goulbekian, 1994, p. 119).

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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 25th, 2007

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Juramento de Hipócrates

Eu juro por Apolo, médico, por Asclépio, por Higéia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir,
segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: esti­mar, tanto quanto aos meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar os meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes essa arte se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração nem compromisso escrito; fazer meus filhos, os de meu mestre e os discí­pulos inscritos participarem dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, segundo os regulamentos da profissão, e apenas esses. Aplicarei os regimes para o bem do doente, segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei com comprazer, nem remédio mortal nem um conse­lho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Não praticarei a talha, mesmo em alguém que realmen­te tenha cálculos; deixarei essa operação aos práticos que disso cui­dam. Em toda a casa que eu vá, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com (…). Aquilo que, no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto e ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto. Se eu cumprir esse juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; seu eu dele me afastar ou infringi-lo, que o contrário aconteça.

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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 24th, 2007

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Deus é luz

Para o cristão:

Deus é luz; nele não há treva alguma. Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.
(1 Jo 1, 5)

Para os antigos gregos (e muita gente):

O mundo divino é fundamentalmente ambíguo. A ambigüidade nuança os deuses mais positivos: Apolo é o Brilhante, mas Plutarco nota que, para alguns, ele é também o Obscuro e que, se para uns, as Musas e a Memória se põem a seu lado, para outros, aparecem Esquecimento e Silêncio . Os deuses conhecem a “Verdade”, mas sabem também enganar pelas aparências e pelas palavras. Suas aparências são armadilhas para os homens, suas palavras são sempre enigmáticas, pois escondem tanto quanto revelam: o oráculo “mostra-se através de um véu, assim como a jovem desposada”. A ambigüidade do mundo divino corresponde à dualidade do humano. Existem os homens que reconhecem a aparição dos deuses sob as aparências mais desconcertantes, que sabem entender o sentido oculto das palavras, e depois estão todos os outros que se deixam levar pelo disfarce, que caem na armadilha do enigma.

(Detienne, M. : Os mestres da verdade na grécia archaica, Rio de Janeiro: Zahar, 1988, p. 42)

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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 20th, 2007

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A verdadeira liberdade

LEÃO XIII
Carta Encíclica
Immortale Dei
Sobre a Constituição Cristã dos Estados
1 de novembro de 1885

48. Pela mesma razão, não pode a Igreja aprovar uma liberdade que gera o desgosto das mais santas leis de Deus e sacode a obediência devida à autoridade legítima. Isso é mais uma licença do que uma liberdade, e Santo Agostinho lhe chama mui justamente “uma liberdade de perdição” (Epist. CV, ad Donatistas, cap. II, n. 9) e o Apóstolo S. Pedro “um véu de maldade” (1 Ped 2, 16). Muito mais: sendo oposta à razão, essa pretensa liberdade é uma verdadeira escravidão. “Aquele que comete o pecado é escravo do pecado” (Jo 8, 34).

49. Pelo contrário, liberdade verdadeira e desejável é a que, na ordem individual, não deixa o homem escravo nem dos erros, nem das paixões, que são os seus piores tiranos; e na ordem pública traça regras sábias aos cidadãos, facilita largamente o incremento do bem-estar e preserva do arbítrio de outrem a coisa pública. – Essa liberdade honesta e digna do homem, a Igreja a aprova ao mais alto ponto, e, para garantir aos povos o firme e integral gozo dela, nunca cessou de lutar e de combater.

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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 20th, 2007

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Demasiadamente humano…

PIO XI
CARTA ENCÍCLICA
MIT BRENNENDER SORGE
SOBRE A SITUAÇÃO
DA IGREJA CATÓLICA NO REICH ALEMÃO

22. A divina missão que a Igreja cumpre entre os homens e deve cumprir por meio de homens, pode ser dolorosamente obscurecida pelo que de humano, talvez de demasiadamente humano, desponta por vezes qual cizânia en­tre o trigo do reino de Deus. Quem conhece a frase do Salva­dor acerca dos escândalos e dos que os dão, sabe como a Igreja e cada indivíduo deve julgar sobre o que foi e é pecado. Todavia, quem, fundando-se sobre esses lamentáveis contrastes en­tre fé e vida, palavra e ação, atitude externa e sentir interior de alguns ou mesmo de muitos, esquece ou passa sob silêncio o imenso cabedal de esforço genuíno em prol da virtude, o es­pírito de sacrifício, o amor fraterno, o heroísmo de santidade de tantos membros da Igreja, este manifesta injusta e reprovável cegueira.

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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 20th, 2007

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Pio XI defende o direito natural

CARTA ENCÍCLICA
MIT BRENNENDER SORGE
SOBRE A SITUAÇÃO
DA IGREJA CATÓLICA NO REICH ALEMÃO
4 de março de 1937.

(…)

8. RECONOCIMIENTO DEL DERECHO NATURAL

35. Es una nefasta característica del tiempo presente querer desgajar no solamente la doctrina moral, sino los mismos fundamentos del derecho y de su aplicación, de la verdadera fe en Dios y de las normas de la relación divina. Fíjase aquí nuestro pensamiento en lo que se suele llamar derecho natural, impreso por el dedo mismo del Creador en las tablas del corazón humano (cf. Rom 2,14-15), y que la sana razón humana no obscurecida por pecados y pasiones es capaz de descubrir. A la luz de las normas de este derecho natural puede ser valorado todo derecho positivo, cualquiera que sea el legislador, en su contenido ético y, consiguientemente, en la legitimidad del mandato y en la obligación que implica de cumplirlo. Las leyes humanas, que están en oposición insoluble con el derecho natura, adolecen de un vicio original, que no puede subsanarse ni con las opresiones ni con el aparato de la fuerza externa. Según este criterio, se ha de juzgar el principio: «Derecho es lo que es útil a la nación». Cierto que a este principio se le puede dar un sentido justo si se entiende que lo moralmente ilícito no puede ser jamás verdaderamente ventajoso al pueblo. Hasta el antiguo paganismo reconoció que, para ser justa, esta frase debía ser cambiada y decir: «Nada hay que sea ventajoso si no es al mismo tiempo moralmente bueno; y no por ser ventajoso es moralmente bueno, sino que por ser moralmente bueno es también ventajoso [Cicerón, De officiis III, 30). Este principio, desvinculado de la ley ética, equivaldría, por lo que respecta a la vida internacional, a un eterno estado de guerra entre las naciones; además, en la vida nacional, pasa por alto, al confundir el interés y el derecho, el hecho fundamental de que el hombre como persona tiene derechos recibidos de Dios, que han de ser defendidos contra cualquier atentado de la comunidad que pretendiese negarlos, abolirlos o impedir su ejercicio. Despreciando esta verdad se pierde de vista que, en último término, el verdadero bien común se determina y se conoce mediante la naturaleza del hombre con su armónico equilibrio entre derecho personal y vínculo social, como también por el fin de la sociedad, determinado por la misma naturaleza humana. El Creador quiere la sociedad como medio para el pleno desenvolvimiento de las facultades individuales y sociales, del cual medio tiene que valerse el hombre, ora dando, ora recibiendo, para el bien propio y el de los demás. Hasta aquellos valores más universales y más altos que solamente pueden ser realizados por la sociedad, no por el individuo, tienen, por voluntad del Creador, como fin último el hombre, así como su desarrollo y perfección natural y sobrenatural. El que se aparte de este orden conmueve los pilares en que se asienta la sociedad y pone en peligro la tranquilidad, la seguridad y la existencia de la misma.

36. El creyente tiene un derecho inalienable a profesar su fe y a practicarla en la forma más conveniente a aquélla. Las leyes que suprimen o dificultan la profesión y la práctica de esta fe están en oposición con el derecho natural.

37. Los padres, conscientes y conocedores de su misión educadora, tienen, antes que nadie, derecho esencial a la educación de los hijos, que Dios les ha dado, según el espíritu de la verdadera fe y en consecuencia con sus principios y sus prescripciones. Las leyes y demás disposiciones semejantes que no tengan en cuenta la voluntad de los padres en la cuestión escolar, o la hagan ineficaz con amenazas o con la violencia, están en contradicción con el derecho natural y son íntima y esencialmente inmorales.

38. La Iglesia, que tiene como misión guardar e interpretar el derecho natural, divino en su origen, tiene el deber de declarar que son efecto de la violencia, y, por lo tanto, sin valor jurídico alguno, las inscripciones escolares hechas en un pasado reciente en una atmósfera de notoria carencia de libertad.

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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 19th, 2007

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Decreto que declara N. Sa. Aparecida Padroeira do Brasil

PIO XI, PAPA
Para perpétua lembrança

Do Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro e dos outros Arcebispos, Bispos, Prelados e Prefeitos Apostólicos do Brasil recebemos o pedido de Nos dignarmos constituir como Pa­droeira principal do Brasil a Bem-aventurada Virgem concebida sem mancha, vulgarmente chamada “Nossa Senhora da Concei­ção Aparecida”. Nada Nos parece mais oportuno do que ace­der aos votos não só destes Antístites, mas ainda de todos os fiéis do Brasil que com constante fervor e piedade veneraram a Ima­culada Virgem Mãe de Deus quase desde os primeiros anos do descobrimento da região brasileira até aos nossos tempos. A sua devoção filial e veneração para com a Virgem Imaculada pro­va ainda o templo notável por sua construção e ornado de belas obras de arte, no qual se guarda a imagem antiga e prodigiosa da Bem-aventurada Virgem Maria sob o título de Aparecida. Multidões de fiéis vão de diversos lugares do Brasil em peregri­nação a este templo afim de implorarem o socorro e auxílio de Nossa Senhora, cuja imagem, por decreto do cabido da Sacrosan­ta Patriarcal Basílica Vaticana, foi coroada com uma corôa de ouro no quinquagésimo ano depois da definição dogmática da Conceição Imaculada da Virgem. O Papa Leão XIII, de recen­te memória, anuindo aos votos gerais do Brasil, permitiu a celebração da festa da Bem-aventurada Virgem Maria sob o títu­lo de Aparecida e além disto o Papa Pio X, concedeu Ofício e Missa própria da mesma festa.

Considerando tudo isto atentamente, julgamos que devía­mos deferir os pedidos de tantos Prelados que o Nosso Núncio Apostólico no Brasil largamente apoia com sua adesão, unindo com os mesmos Antístites os seus ardentes votos que por ocasião do vigésimo quinto aniversário da mencionada solene coroa­ção constituamos esta Virgem Imaculada Padroeira de todo o Brasil diante de Deus. Tendo pois consultado o Cardeal da Santa Igreja Romana Camillo Laurenti, Diácono de Santa Maria della Scala, Prefeito da Congregação dos Sagrados Ritos, por motu proprio e por conhecimento certo e madura reflexão Nossa, na plenitude de Nosso poder Apostólico, pelo teor das presentes Le­tras. constituímos e declaramos a Beatíssima Virgem Maria con­cebida sem mancha, sob o título de Aparecida, Padroeira prin­cipal de todo Brasil diante de Deus, acrescentando os privilé­gios litúrgicos e as outras honras que pelo costume competem aos Padroeiros dos lugares principais. Concedendo isto para pro­mover o bem espiritual dos fiéis no Brasil e para aumentar ca­da vez mais a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus, decre­tamos que as presentes Letras estão e ficam sempre firmes, váli­das e eficazes e surtem seus plenos e inteiros efeitos e favo­recem amplíssimamente aqueles a quem se referem ou poderão referir-se; e assim deve-se julgar e definir como certo, e torna-se desde agora inválido e nulo tudo quanto for tentado em con­trário por quem quer que seja, sob qualquer autoridade, ciente­mente ou por ignorância. Não obstante qualquer coisa em con­trário.

Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o anel do Pesca­dor, no dia 16 do mês de Julho do ano de 1930, nono de nos­so Pontificado.

Cardeal Pacelli

Secretário de Estado.

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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 15th, 2007

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Festa de Nossa Senhora das Dores

Stabat Mater dolorosa iuxta crucem lacrimosa dum pendebat Filius
Estava a Mãe dolorosa, junto à cruz, lacrimosa, enquanto pendia seu Filho.

2 Cuius animam gementem contristatam et dolentem pertransivit gladius
Cuja alma que gemia , contristada e doída foi atravessada por uma espada.

3 O quam tristis et afflicta fuit illa benedicta Mater Unigeniti
Oh, quão triste e aflita estava a Mãe bendita do Unigênito,

Quae moerebat et dolebat Pia Mater dum videbat nati poenas inclyti
Que suspirava e gemia, Mãe Piedosa, quando via os sofrimentos do Unigênito

5 Quis est homo qui non fleret Matri Christi si videret in tanto supplicio?
Quem não choraria se visse a Mãe de Cristo em tamanho suplício?

6 Quis non posset contristari Matrem Christi contemplari dolentum cum filio?
Quem não se entristeceria contemplando a Mãe de Cristo, sofrendo por seu Filho?

7 Pro peccatis suae gentis vidit Iesum in tormentis et flagellis subditum
Pelos pecados de seu povo, viu Jesus submetido a tormentos e flagelos.

8 Vidit suum dulcem natum moriendo desolatum dum emisit spiritum
Viu seu doce Filho morrendo desolado quando entregou seu espírito.

9 Eia Mater, fons amoris, me sentire vim doloris fac ut tecum lugeam
Eia, Mãe, fonte de amor, faze-me sentir essas dores para que contigo eu chore.

10 Fac ut ardeat cor meum in amando Christum Deum ut sibi complaceam
Faze que arda meu coração por amor de Cristo Deus, que dele me compadeça

11 Sancta Mater, istud agas crucifixi fige plagas cordi meo valide
Santa Mãe, faze isto: que as chagas do crucificado sejam impressas em meu coração.

12 Tui nati vulnerati tam dignati pro me pati poenas mecum divide
As feridas de teu Filho, que por mim padeceu as penas, divide comigo.

13 Fac me vere tecum flere crucifixo condolere donec ego vixero
Faze-me contigo chorar de verdade, sofrer com o Crucificado enquanto eu viver.

14 Iuxta crucem tecum stare et me tibi sociare in planctu desidero
Junto à cruz eu quero estar, quero o meu pranto juntar às lágrimas que derramas.

15 Virgo virginum praeclara mihi iam non sis amara fac me tecum plangere
Virgem das virgens preclara, não me sejas amarga !, faze-me contigo chorar.

Fac ut portem Christi mortem passionis fac consortem et plagas recolere
Faze-me portar a morte de Cristo, de sua paixão ser consorte, e suas chagas venerar.

Fac me plagis vulnerari fac me cruce inebriari et cruore filii
Faze-me por elas ser chagado, pela cruz inebriado, pelo sangue de teu Filho!

18 Inflammatus et accensus, per te, Virgo, sim defensus in die iudicii
Inflamado e abrasado, por ti, Virgem, seja defendido no dia do Juízo.

Christe cum sit hinc (iam) exire da per matrem me venire ad palmam vicoriae
Quando do mundo eu partir dá-me, ó Cristo, conseguir, por vossa Mãe a vitória.

20 Quando corpus morietur fac ut animae donetur paradisi gloria. Amen
Quando o corpo morrer, faze que à alma seja dada a glória do paraíso. Amém.

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Omayr José de Moraes Júnior

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setembro 12th, 2007

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Discurso de Catilina

Catilina após perceber que estava cercado por montanhas e exércitos inimigos, tudo lhe sendo hostil em Roma e sem nenhuma esperança de fuga ou de apoio, considerou que em cais circunstancias o melhor seria tentar o destino na guerra e resolveu bater-se primeiro com Antônio. Convocados os solda­dos, dirigiu-lhes, então, o seguinte discurso:

Estou convencido, soldados,
de que as palavras não acrescem coragem
e de que o discurso de um general
não poderá fazer de um covarde um bravo,
nem de um exército débil, um forte.
Quanto de audácia estiver no coração,
e no caráter de cada um ou em seus hábitos,
tanto costuma patentear-se na guerra.
Aquele a quem nem o desejo de glória
nem os perigos excitam é inútil exortar.
O temor obstrui seus ouvidos.
Mas eu vos convoquei a fim de vos ministrar
alguns conselhos ao mesmo tempo
em que vos esclarecerei o motivo de minha resolução.

Sabeis certamente, soldados,
o quanto a indolência e a covardia de Lêntulo
trouxeram a derrota para ele próprio e para nós,
de tal modo que, esperando socorros de Roma,
não fui capaz de dirigir-me à Gália.
Agora entendeis, do mesmo modo que eu,
o estado em que estamos.
Dois exércitos inimigos nos barram, um de Roma,
outro da Gália.

Mesmo que a maior das vontades nos leve
a permanecer por mais tempo neste lugar,
a falta de trigo e de todas as outras provisões o impede.
Não importa para onde nos agrade ir,
o caminho deve ser aberto pela espada.
É por isso que vos aconselho a que sejais fortes
e preparados e, quando travardes combate,
a que vos lembreis de que podereis
carregar nas mãos as riquezas,
honrarias,a glória e, ademais,
a liberdade e a Pátria.
Se vencermos, teremos tudo;
provisões em abundân­cia,
os municípios e as colônias nos abrirão as portas.
Se recuarmos com medo,
os mesmos se voltarão contra nós;
nenhum lugar ou amigo abrigará aqueles
que não estiverem protegidos pelas armas.
Além disso, a necessidade imperiosa
não recai do mesmo modo sobre eles e sobre nós:
nós lutamos pela Pátria, pela liberdade, pela vida;
a eles lhes toca apenas lutar para manter
o poder de uns poucos.
Por isto, atacai audaciosa­mente,
lembrados da antiga coragem.
Permitiriam que vivêsseis no exílio
da mais ignóbil forma;
alguns de vós, perdidos os bens,
poderíeis esperar viver em Roma
com recursos de outros.
Entretanto, como aqueles costumes
não deviam ser suportados por homens ilustres,
decidistes acom­panhar-me.
Se quereis deixar tudo para trás,
é necessário audácia;
ninguém a não ser o vitorioso saiu da guerra para a paz.
Pois esperar a salvação na fuga,
quando o corpo é protegido pelas armas
que voltastes contra o inimigo, é verdadeira loucura.
Na batalha o perigo máximo está sempre
entre os que mais temem;
a audácia encontra-se junto à segurança.
Quando vos considero, soldados, e quando peso vossos feitos,
sou tomado por uma grande esperança na vitória.
O vigor, a idade, a vossa disposição me encorajam;
além da neces­sidade que transforma até os tímidos em bravos.
De fato, o grande número de inimigos não poderá cercar-nos:
os desfiladeiros o impedem.
No entanto, se a sorte se interpuser contra vossa coragem,
precavei-vos de perder a vida sem vingança
e an­tes que, cativos, sejais trucidados como gado,
deixai ao inimigo uma vitória dolorosa e sangrenta,
lutando como soldados.

in: NOVAK, Maria da Glória: Antologia Bilíngüe de Escritos Latinos, pp. 44-45.