Novembro 8, 2006
É por imperfeição que alguém se incomoda com opróbrios que lhe inferem por causa da virtude que tem, porque, quanto mais virtuoso for, tanto mais desprezará os bens e os males exteriores, e por isso diz Isaías (51,7): não temais os opróbrios dos homens (II-II, q.144, 2 ad1)
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A abundância dos bens materiais entre os maus e a privação desses bens entre os bons depende dos desígnios da Providência que, por vezes, permite a prosperidade para a condenação dos pecadores. Aos olhos dos justos, os únicos bens que devem ser estimados são os divinos, pois os outros são quase nada (Summa, II-II, q.36, […]
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Na vingança, deve considerar-se o ânimo de quem se vinga: se a sua intenção consiste principalmente em fazer mal àquele de quem se vinga, e nisso se compraz, a vingança é absolutamente ilícita, porque se deleitar com o mal supõe o ódio, o qual repugna à caridade pela qual devemos amar todos os homens. Nem […]
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Não é por deficiência de seu poder que Deus age mediante as criaturas, mas para realizar totalmente a ordem do universo, a fim de que, de mais modos, nele se difunda a bondade divina, de sorte a fazer que todos os seres recebam uns dos outros, e não somente de Deus, os bens que lhes […]
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Não prestamos culto a Deus pelos sacrifícios exteriores ou oferendas, como se Deus disso precise, mas por nossa causa e por causa do próximo. De fato, Deus não precisa dos nossos sacrifícios, mas quer que se lhes sejam oferecidos para [que possamos] exercer assim a nossa devocão, e [também] para que isso aproveite ao próximo. […]
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